A Polícia Federal realiza, na manhã desta quarta-feira (14), a segunda fase da Operação Compliance Zero, que cumpre mandados de busca em endereços ligados a
A operação apura a prática dos crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais. As ações também ocorrem em Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro.
A investigação aponta que o Banco Master estaria envolvido na venda de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN), segundo a CNN.
Ao todo, estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), além de medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.
As medidas judiciais têm como objetivo interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações.
A prisão de Vorcaro
O dono do Banco Master,
As investigações tiveram início em 2024, após requisição do Ministério Público Federal para apurar a possível fabricação de carteiras de crédito consideradas insubsistentes por uma instituição financeira.
Segundo a apuração, esses títulos teriam sido vendidos a outro banco e,
Os investigados podem responder por crimes como gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa, entre outros.
Após a primeira fase da operação, o Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master.
O que diz a defesa de Vorcaro
Por meio de nota, a defesa de Daniel Vorcaro informou que “tomou conhecimento da medida de busca e apreensão e reafirma que Vorcaro tem colaborado de forma integral e contínua com as autoridades competentes. Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência”.
A defesa acrescenta ainda que “permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito. A defesa reitera confiança no devido processo legal e seguirá atuando nos autos para que as informações sejam tratadas de forma objetiva e dentro dos limites constitucionais”.