Bombeiros localizaram um corpo a cada duas horas em Juiz de Fora; ao todo, são 61 vítimas

Corpo de Bombeiros encontrou 61 vítimas em 12 horas de trabalho; operação foi encerrada após a localização da última criança desaparecida

Chuva deixou um rastro de destruição em Juiz de Fora, com alagamentos e deslizamento de encostas

As forças de segurança encerraram a operação de buscas por vítimas das chuvas em Juiz de Fora, na Zona da Mata. A informação foi confirmada em coletiva de imprensa realizada na manhã deste domingo (1º), na sede da 4ª Região Integrada de Segurança Pública (Risp), no bairro Nova Era, na zona Norte da cidade.

A conclusão dos trabalhos ocorreu após a localização da última vítima, Pietro, de 9 anos, no bairro Paineiras, na noite deste sábado (28). Ao longo de 12 horas de atuação, o Corpo de Bombeiros localizou 61 corpos — “uma média de um corpo a cada duas horas”, segundo a corporação.

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Com o fim das buscas em Juiz de Fora, os bombeiros agora concentram esforços em Ubá, com a chegada de mais militares, e mantêm apoio em outras cidades atingidas. A Defesa Civil Estadual segue com ações em Juiz de Fora e região, com vistorias em áreas de risco.

A Polícia Militar continua com o patrulhamento ostensivo para proteção de abrigos e de áreas com residências evacuadas. Já a Polícia Civil atua na identificação e liberação dos corpos e reforça o monitoramento de possíveis golpes envolvendo doações. Em Juiz de Fora, a corporação informou ter realizado cerca de 135 identificações de vítimas afetadas pelas chuvas.

Ao todo, 72 pessoas morreram em decorrência das chuvas na região: sete em Ubá e 65 em Juiz de Fora. Uma pessoa segue desaparecida.

O que provocou a chuva

De acordo com o coordenador-geral do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Marcelo Celutci, a tragédia foi resultado da combinação de uma massa de ar muito úmida, a passagem de uma frente fria e a temperatura do mar acima do normal, o que aumenta a instabilidade atmosférica e favorece chuvas intensas a qualquer momento.

Apesar da previsão ampla, os eventos extremos tendem a ser localizados, e Juiz de Fora foi mais afetada por fatores como topografia complexa e encostas voltadas para o oceano, que recebem diretamente a umidade marítima.

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Joubertt Telles é graduado em jornalismo pelo Centro Universitário Estácio Juiz de Fora, em 2010, e possui curso de Processo de Comunicação e Comunicação Institucional pela Fundação Getúlio Vargas. Trabalha na Itatiaia Juiz de Fora desde 2016, como repórter e apresentação. Prêmio Sindicomércio de Jornalismo 2017, na categoria rádio. Prêmios do Instituto Cultura do Samba como destaque do jornalismo local, em 2016 e 2017. Já atuou na Rádio Globo Juiz de Fora, TVE e Diário Regional, além de ter desempenhado função de assessor parlamentar na Câmara Municipal de Juiz de Fora.

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