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De acordo com a pasta, 15 suspeitos foram presos em flagrante. No interior paulista, foram contabilizadas 20 mortes, com 12 prisões; os demais casos ocorreram na capital e na região metropolitana.
Para a pesquisadora Daiane Bertasso, do Laboratório de Estudos de Feminicídios (Lesfem) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), o feminicídio é resultado de um ciclo contínuo de violências.
Segundo ela, agressões psicológicas, morais e patrimoniais, previstas na Lei Maria da Penha, costumam anteceder os crimes e muitas vezes são negligenciadas.
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A especialista aponta ainda que o machismo estrutural e a misoginia contribuem para a naturalização desses episódios, dificultando que vítimas reconheçam ou denunciem as agressões. Ela também defende políticas públicas mais eficazes e ações educativas sobre relações de gênero nas escolas como forma de prevenção.
Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública mostram que o Brasil registrou recorde de 1.518 vítimas de feminicídio em 2025, média de quatro mortes por dia. Em São Paulo, foram 270 casos no ano passado, alta de 6,7% em relação a 2024 e o maior número desde o início da série histórica, em 2018.
* Com informações de Agência Brasil