Deolane prestará depoimento após PC analisar material apreendido
Influenciadora digital teve o bloqueio de R$27 milhões em bens e deve ser transferida para uma penitenciária em Presidente Prudente no interior de SP

A influenciadoria digital e advogada Deolane Bezzera, presa nesta quinta-feira (21), prestará depoimento apenas depois que a Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCSP) analisar o material apreendido durante a Operação Vérnix, deflagrada em apoio com o Ministério Público de São Paulo (MPSP).
Além da prisão, Deolane teve o bloqueio de R$27 milhões em bens. Ela foi presa em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo, e deve ser transferida para uma penitenciária em Presidente Prudente no interior do estado.
De acordo com as investigações, a influenciadora teria envolvimento com a principal facção criminosa do país, o Primeiro Comando Capital (PCC). Ela é suspeita de ocupar uma posição de destaque em um esquema de lavagem de capitais, com ramificações empresariais, patrimoniais e financeira — funcionando como "caixa" do crime organizdo.
Deolane estava há semanas em Roma, na Itália, e era considerada foragida internacional, mas retornou ao Brasil na tarde de quarta-feira (20). Ela foi presa em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo. De acordo com promotor Lincoln Gakiya, responsável pela operação no MPSP, a influenciadora ainda tinha hotel reservado até o dia 28 de maio, mas se antecipou e retornou ao Brasil.
A operação cumpre seis mandados de prisão preventiva e mira, ainda, Marcos Herbas Camacho (Marcola), que já está preso; Alejandro Camacho, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, irmão e sobrinhos do líder da facção, respectivamente; além de Everton de Souza, vulgo "Player".
Investigação começou em 2019
A apuração começou em 2019, quando a polícia apreendeu bilhetes e manuscritos no interior da Penitenciária II de Presidente Venceslau, com dois detentos. O material indicava a dinâmica interna da facção, a atuação de lideranças encarceradas e possíveis articulações de ataques contra agentes públicos.
A partir dessas informações, a Polícia Civil instaurou três inquéritos, que aprofundaram gradualmente a estrutura criminosa investigada. Ainda segundo a instituição, os bilhetes indicavam repasses financeiros para diferentes contas, sendo duas delas ligadas ao nome de Deolane.
Conforme o MPSP, os comprovantes das movimentações também foram encontrados no celular de Ciro Cesar Lemos, apontado pelos investigadores como operador central do esquema financeiro da organização criminosa.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.
Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.





