Belo Horizonte
Itatiaia

Deolane abriu 35 empresas fantasmas para lavar dinheiro do PCC, diz polícia

Investigação aponta que influenciadora teria atuado como “caixa” da facção; esquema foi descoberto após bilhetes encontrados em presídio

Por
Deolane abriu 35 empresas fantasmas para lavar dinheiro do PCC, diz polícia
Deolane abriu 35 empresas fantasmas para lavar dinheiro do PCC, diz polícia • Foto: Redes Sociais

Presa nesta quinta-feira (21), Deolane Bezerra é investigada por abrir 35 empresas de fachada no mesmo endereço para suposta lavagem de dinheiro, segundo a Polícia Civil de São Paulo. Em coletiva, os investigadores afirmaram que a advogada é suspeita de integrar um esquema ligado ao Primeiro Comando da Capital.

De acordo com o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, um dos principais alvos da facção há pelo menos 20 anos, Deolane passou a ser investigada após a apreensão de bilhetes manuscritos dentro do sistema prisional. O material deu origem à investigação do suposto esquema milionário.

Um vídeo registrou o momento em que Deolane chegou à delegacia da Polícia Civil de São Paulo. Segundo os investigadores, ela não foi presa no aeroporto para não comprometer o cumprimento de outras prisões realizadas nesta quinta-feira (21).

Deolane deve prestar depoimento enquanto a polícia analisa o material apreendido. A expectativa é que ela seja transferida para a Penitenciária Wellington Rodrigo Segura, conhecida como Penitenciária de Presidente Prudente.

Deolane seria “caixa” do esquema

A influenciadora e advogada foi presa durante a Operação Vérnix, deflagrada pela Polícia Civil em conjunto com o GAECO do Ministério Público. Também há mandado de prisão contra Marco Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder da facção, que já está preso, além de familiares dele.

Segundo a polícia, Deolane teria papel central na suposta estrutura de lavagem de dinheiro. Em um dos documentos citados pelos investigadores, ela aparece como uma espécie de “caixa” da organização criminosa, responsável por ocultar e movimentar recursos financeiros.

Bilhetes e mensagens deram origem à investigação

A investigação começou em 2019, após a apreensão de bilhetes e manuscritos dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau, em posse de dois detentos.

Os documentos continham informações sobre a estrutura interna da facção, ordens de lideranças e possíveis articulações contra agentes públicos. A partir desse material, a Polícia Civil instaurou uma série de inquéritos para aprofundar a investigação.

Mensagens e fotos extraídas de um celular apreendido durante a Operação Lado a Lado também ajudaram nas apurações. O conteúdo foi cruzado com dados de sigilos bancário, fiscal e financeiro, além de relatórios de inteligência financeira, pesquisas em bases oficiais e documentos patrimoniais.

Por

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.