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Deolane entrou na lista vermelha da Interpol antes de ser presa

Ferramenta internacional é usada para localizar procurados pela Justiça em outros países

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Deolane entrou na lista vermelha da Interpol antes de ser presa
Deolane entrou na lista vermelha da Interpol antes de ser presa • Foto: Redes Sociais

Antes de ser presa na Operação Vérnix, nesta quinta-feira (21), Deolane Bezerra teve o nome incluído em um pedido de lista vermelha da Interpol, segundo a investigação da Polícia Civil de São Paulo. Conforme as investigações da Polícia Civil de São Paulo, Deolane passou a ser investigada após o avanço de uma apuração iniciada a partir de bilhetes encontrados dentro do sistema prisional.

Na prática, a chamada “lista vermelha” é um alerta internacional usado para ajudar autoridades de vários países a localizar pessoas procuradas pela Justiça. O mecanismo pode ser utilizado quando existe a suspeita de que o investigado esteja fora do país ou possa tentar fugir.

No total, são seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão, na casa de Deolane. Nos últimos dias, a advogada passou os dias em Roma, na Itália. A medida foi tomada durante a investigação da Operação Vérnix, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo os investigadores, Deolane é suspeita de participar de movimentações financeiras consideradas atípicas e do uso de empresas para movimentar dinheiro de origem suspeita. A investigação também mira pessoas ligadas à cúpula da facção, incluindo familiares de Marco Herbas Camacho, o Marcola.

Momento em que Deolane é presa pela Polícia Civil de São Paulo. • Foto: CNN
Momento em que Deolane é presa pela Polícia Civil de São Paulo. • Foto: CNN

O caso começou em 2019, depois que bilhetes foram encontrados dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau. A partir das anotações, a polícia passou a investigar uma possível rede de empresas e pessoas usadas para esconder dinheiro ligado ao crime organizado.

Medidas judiciais e bloqueio de bens

Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil, com manifestação favorável do Ministério Público, obteve da Justiça a decretação de:

  • 6 prisões preventivas
  • Bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões
  • Sequestro de 17 veículos, incluindo automóveis de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões
  • Apreensão e restrição de 4 imóveis

Três investigados são apontados como estando fora do Brasil, nos países da Itália, Espanha e Bolívia. Por esse motivo, foi solicitada a inclusão dos nomes na Lista Vermelha da Interpol, por meio de difusão internacional, para localização e eventual prisão.

O foco da investigação, segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, é enfraquecer a capacidade econômica da organização criminosa por meio da identificação, bloqueio e apreensão de ativos de origem ilícita.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.

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Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.