Belo Horizonte
Itatiaia

Deolane seria presa em Roma, mas voltou a São Paulo antes do esperado

Influenciadora chegou a ser incluída na lista vermelha da Interpol, mas retornou ao Brasil antes do esperado

Por e 
Deolane Bezerra, influenciadora e advogada
Deolane Bezerra, influenciadora e advogada • Reprodução | Redes sociais

A influenciadora digital Deolane Bezerra, presa na manhã desta quinta-feira (21) suspeita de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), seria presa pela em Roma, na Itália, após ter o nome incluído na lista de difusão vermelha da Interpol. Contudo, ela retornou ao país antes do esperado.

Bezerra estava há semanas na capital italiana e era considerada foragida internacional, mas retornou ao Brasil na tarde de quarta-feira (20). A prisão seria efetuada pelo promotor Lincoln Gakiya, responsável pela operação no Ministério Público de São Paulo, também está em Roma para um encontro de procuradores anti-máfia.

“Vim para uma reunião com os Procuradores da Itália e da Europa, porém já tínhamos os mandados de prisão, e a operação estava marcada para hoje. Então, fiz todas as tratativas com a Interpol e com a PF em Roma para prendê-la aqui”, disse o promotor.

Deolane Bezerra foi presa em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo. Segundo Gakiya, a influenciadora ainda tinha hotel reservado até o dia 28 de maio, mas se antecipou e retornou ao Brasil.

Ela foi alvo da Operação Vérnix, do MPSP e da Polícia Civil de São Paulo. Segundo as apurações, a influenciadora recebia dinheiro da facção criminosa por meio de uma empresa de transportes que seria o braço financeiro do alto escalão do PCC. Além da prisão, Bezerra teve o bloqueio de R$ 27 milhões em bens.

A operação ainda mirou Marcos Herbas Camacho, o Marcola, conhecido como chefe da organização. O irmão do criminoso, Alejandro Camacho, a sobrinha Paloma Sanches Herbas Camacho, o sobrinho Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, também foram alvos das autoridades.

Bilhetes em presídio apontam vínculo de Deolane

A investigação contra Deolane Bezerra foi deflagrada após imagens de bilhetes manuscritos encontrados dentro do sistema prisional apontarem para o vínculo da influenciadora com o PCC. Segundo a Polícia Civil os bilhetes indicavam repasses financeiros para diferentes contas, sendo duas delas ligadas ao nome de Deolane.

Nos manuscritos foram encontrados recados sobre supostos planos para matar funcionários do sistema prisional, além de informações relacionadas ao esquema de tráfico da facção. Segundo a investigação, os documentos estavam escondidos em celas e foram localizados por agentes penitenciários.

Por

Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

Por

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.

Por

Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.