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Deolane funcionava como 'caixa' do crime organizado, aponta a PC

Influenciadora foi presa na manhã desta quinta-feira (21), em uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo

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Deolane Bezerra é presa mais uma vez
Deolane Bezerra é presa mais uma vez • Reprodução | Redes sociais

A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra funcionava como uma espécie de "caixa" do Primeiro Comando da Capital (PCC), apontou a investigação realizada pelo Ministério Público de São paulo (MPSP) e da Polícia Civil de São Paulo (PCSP). A operação visava combater a lavagem de dinheiro da organização criminosa. Deolane foi presa na manhã desta quinta-feira (21).

Por ser uma figura pública muito famosa, Deolane era usada para "esconder" os depósitos de valores ilícitos do PCC. Integrantes da organização depositavam os valores nas contas dela, o valor "se misturava" com outras atividades e, com isso, os recursos retornavam ao crime organizado.

A influenciadora teria aberto 35 empresas fantasmas no mesmo endereço para realizar lavagem de dinheiro, segundo a PC. Ela está presa, mas ainda não prestou depoimento. O material apreendido pela PC será analisado antes da oitiva, e ela deve ser transferida para uma penitenciária em Presidente Prudente no interior de São Paulo.

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Investigação começou em 2019

A apuração começou em 2019, quando a polícia apreendeu bilhetes e manuscritos no interior da Penitenciária II de Presidente Venceslau, com dois detentos. O material indicava a dinâmica interna da facção, a atuação de lideranças encarceradas e possíveis articulações de ataques contra agentes públicos.

A partir dessas informações, a Polícia Civil instaurou três inquéritos, que aprofundaram gradualmente a estrutura criminosa investigada.

Ainda segundo a PC, os bilhetes indicavam repasses financeiros para diferentes contas, sendo duas delas ligadas ao nome de Deolane.

Conforme o Ministério Público de São Paulo, os comprovantes das movimentações também foram encontrados no celular de Ciro Cesar Lemos, apontado pelos investigadores como operador central do esquema financeiro da organização criminosa.

Envolvidos no esquema

Além de Deolane, estão entre os alvos da PC:

  • Everton de Souza, vulgo Player, que seria operador financeiro (mandado de prisão cumprido);
  • Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola (mandado de prisão cumprido em penitenciária federal);
  • Alejandro Camacho, irmão de Marcola (mandado de prisão cumprido em penitenciária federal);
  • Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola (foragida, estaria na Espanha, mandado de prisão incluído na Difusão Vermelha);
  • Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola (foragido, estaria em Madri, mandado de prisão incluído na Difusão Vermelha).

Medidas judiciais e bloqueio de bens

Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil, com manifestação favorável do Ministério Público, obteve da Justiça a decretação de:

  • 6 prisões preventivas;
  • Bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões;
  • Sequestro de 17 veículos, incluindo automóveis de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões;
  • Apreensão e restrição de 4 imóveis.
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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.

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Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.