Esposa de policial morto no Rio divulga últimas mensagens: 'continue orando'
Heber Carvalho da Fonseca, de 39 anos, deixa a esposa, uma filha e dois enteados

“Você tá bem? Deus está te cobrindo. Estou orando”. O sargento responde às 10h57: “Estou bem. Continua orando”.
Preocupada, Jéssica insiste:
“Te amo.”
“Cuidado, pelo amor de Deus.”
“Muitos baleados.”
“Amor.”
“Me dá sinal de vida sempre que puder.”
As mensagens seguintes mostram uma sequência de ligações de voz não atendidas entre 13h33 e 13h36, momento em que Heber já não respondeu mais.
Em uma das publicações, Jéssica desabafa:
“E você não falou mais. E agora, o que vou falar pra Sofia?”
Em outra homenagem, ela destacou o orgulho que sentia do marido:
“Pensa em um cara corajoso, que correu atrás dos sonhos e objetivos. Quanto orgulho dessa profissão e de todos que tiveram a oportunidade de te conhecer. Você era maravilhoso. Obrigada por esses anos ao meu lado. Você é o meu eterno herói. ETERNO 33.”
Ele dizia que tinha uma senha em suas mãos toda vez que perdia um colega. Que, quando chegasse a vez dele, seria fazendo o que mais amava. E a gente nunca acredita. Esse dia chegou. Não consigo explicar essa dor.
Segundo nota oficial, o militar chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Getúlio Vargas, mas não resistiu. A megaoperação resultou em 121 mortes sendo quatro policiais e 117 suspeitos ligados ao Comando Vermelho, conforme o governo estadual.
Heber deixa a esposa, uma filha e dois enteados. Em nota, a Polícia Militar lamentou a morte do sargento e destacou sua trajetória marcada pela coragem, dedicação e compromisso com o serviço público.
Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias Turismo e Emprego e Concursos.



