‘Criminosos têm que ser tratados como terroristas’, diz Derrite ao lamentar megaoperação no Rio
Secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, está em Brasília para discutir projeto de lei que busca classificar o crime organizado como grupos terroristas

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PP), lamentou a morte de policiais durante a megaoperação contra o crime organizado no Rio de Janeiro, que aconteceu nesta terça-feira (28). Ao menos 64 pessoas morreram, entre elas quatro policiais.
“Fica aqui consignado o meu respeito, meu luto a esses verdadeiros heróis que arriscam suas vidas no combate ao crime organizado e no combate a esses terroristas”, lamentou Derrite.
Leia também:
- Massacre no Rio: ministros farão reunião de emergência com Castro nesta quarta (29)
- Zema sai em defesa de Castro e diz que Lewandowski ‘em vez de ajudar, critica’
- Governo federal acompanha operação no Rio e cobra explicação sobre ação sem aviso prévio
“O território foi dominado há décadas por criminosos que sempre foram tratados pelo estado brasileiro e pela nossa legislação como coitadinhos. Inúmeros benefícios e privilégios ao longo do tempo fizeram com que nós chegássemos hoje em verdadeiros territórios paralelos, não só no Rio de Janeiro, mas em outros pontos do Brasil”, afirmou o secretário, que finalizou que “é por isso que esses criminosos têm que ser tratados como terroristas.”
PEC da Segurança Pública
Guilherme Derrite fez ainda críticas à chamada PEC da Segurança Pública, proposta do governo Lula (PT) travada no Congresso desde abril deste ano. O projeto propõe a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e a ação coordenada entre forças federais, estaduais e municipais.
Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.



