Primeiro dia útil do ano tem passagens mais caras e população revoltada em BH: ‘Absurdo’

Esta sexta-feira (2), primeiro dia útil do ano, tem passagem mais cara

Tarifa de ônibus subiu em BH

O primeiro dia útil com ônibus mais caros em Belo Horizonte já causa revolta em moradores da capital, que relatam que o serviço prestado não é bom.

“Eu acho que vai ser bastante aumento. Podia ser menos e melhorar a qualidade dos ônibus, sabe? Estamos precisando de ônibus mais novos, mais conforto para o trabalhador”, disse Terezinha Alves da Silva, cuidadora de 60 anos, em entrevista à Itatiaia.

“Achei 50 centavos muito caro, né? Podia ser menos um pouco. [O serviço] continua daquele mesmo jeito, não tem horário para nada, demora demais da conta, ar-condicionado não funciona. Na época de calor é muito complicado”, relatou Cláudia Acouto Rodrigues, faturista hospitalar.

“Eu acho um absurdo. [O serviço] está muito ruim, porque ele demora demais, tem hora que a gente precisa e o ônibus tá melhorando muito. Tem que melhorar”, afirmou Maria de Lourdes Santos, de 79 anos.

O valor da passagem, desde esta quinta-feira (1º) - que era feriado, portanto, a passagem era gratuita - passou a ser de R$ 6,25, segundo uma portaria publicada no Diário Oficial do Município (DOM). O reajuste foi de 8,6%.

Além dos ônibus, os serviços de táxi lotação também estão mais caros. Na Afonso Pena, o valor novo é R$ 6,90, enquanto na Avenida do Contorno, o novo preço é R$ 6,60.

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A passagem de BH é a segunda mais cara do Brasil com o aumento.

Em nota, a Superintendência de Mobilidade de Belo Horizonte (SUMOB), afirmou que a quilometragem total das viagens para este ano vai passar de 153 milhões para 157 milhões de km, um acréscimo de 3%. Todas as reclamações sobre os ônibus devem ser feitas no portal da prefeitura.

Já a Prefeitura de Belo Horizonte informou que a tarifa do transporte coletivo já estava previsto e está vinculado à estimativa de custeio do sistema para o exercício seguinte. Leia a nota na íntegra:

“A Prefeitura de Belo Horizonte informa que o reajuste anual da tarifa do transporte coletivo está previsto na Lei 11.458/2023 e está vinculado à estimativa de custeio do sistema para o exercício seguinte. O cálculo é realizado com base na metodologia da Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP).

A análise considera custos operacionais como combustível, lubrificantes, pneus, peças e acessórios, além de despesas com pessoal, licenciamento, depreciação, remuneração da frota e tributos. Além de previsto em contrato, o reajuste é necessário para garantir a continuidade dos investimentos no sistema e a manutenção e ampliação das melhorias no transporte público.

Em um esforço da gestão financeira do município, foi possível manter para 2026 o mesmo reajuste aplicado neste ano, de R$ 0,50.

Para reduzir o impacto para os usuários, o complemento da tarifa continuará sendo custeado pela Prefeitura de Belo Horizonte, conforme previsto na Lei 11.458. Cabe ressaltar que, sem esse subsídio, o valor da tarifa do transporte público seria de R$ 10,30.

Desde 2023, o modelo de remuneração do sistema é baseado no pagamento por quilômetro rodado, condicionado ao cumprimento de exigências legais, como o respeito ao quadro de horários, à quantidade de viagens e aos padrões de qualidade da frota”.

Formada pela PUC Minas, é repórter da editoria de Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

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