Belo Horizonte deve iniciar 2026 com a segunda passagem de ônibus mais cara entre as capitais no Brasil. O
O levantamento, feito pela reportagem da Itatiaia, considera os novos valores já anunciados pelas capitais que confirmaram reajustes nas tarifas de ônibus para 2026 (Belo Horizonte, Fortaleza, Florianópolis, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo). Belo Horizonte só irá deixar a segunda posição caso outra capital ou o Distrito Federal anuncie um aumento que ultrapasse o valor de R$ 6,25.
Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Belo Horizonte informou que o reajuste anual da tarifa do transporte coletivo está previsto na Lei 11.458/2023. O cálculo, conforme nota, é realizado com base na metodologia da Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP).
“A análise considera custos operacionais como combustível, lubrificantes, pneus, peças e acessórios, além de despesas com pessoal, licenciamento, depreciação, remuneração da frota e tributos. Além de previsto em contrato, o reajuste é necessário para garantir a continuidade dos investimentos no sistema e a manutenção e ampliação das melhorias no transporte público”, destacou.
Questionamentos
Como informado, a
Para a babá Ana Carla Silva Andrade, de 34 anos, o reajuste das tarifas não é condizente com o serviço ofertado. “Acho um absurdo, porque eles aumentam a passagem, mas não melhoram a frota, não melhoram a qualidade dos ônibus e nem colocam cobrador. A qualidade é péssima e não justifica esse reajuste”, disse.
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Sindicato das Empresas de Ônibus em BH
Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) informou que o reajuste da tarifa do transporte coletivo por ônibus é “uma decisão que compete exclusivamente ao poder concedente, conforme previsto nos contratos de concessão e na legislação vigente”.
“O SetraBH e as empresas operadoras não definem o valor da tarifa. Sua atuação está voltada à execução do serviço, ao cumprimento das determinações do poder concedente e à garantia da operação diária do transporte coletivo. O transporte por ônibus é um serviço público essencial e sua continuidade depende de decisões estruturais que envolvem planejamento, regulação e responsabilidade institucional do ente concedente”, destaca o texto.
Novo valor das tarifas
O novo valor da tarifa de ônibus em Belo Horizonte entra em vigor a partir da próxima quinta-feira (1º de janeiro). Os ônibus que operam no transporte metropolitano também terão reajuste de 8,93%. Com isso, o valor das passagens dos coletivos que atendem cidades como Ribeirão das Neves, Santa Luzia, Contagem e Ibirité sobe de R$ 8,20 para R$ 8,95 a partir de 9 de janeiro.
Veja o ranking
- Florianópolis – R$ 7,70
- Belo Horizonte – R$ 6,25
- Manaus – R$ 6,00
- Curitiba – R$ 6,00
- Salvador – R$ 5,60
- Brasília – R$ 5,50
- Boa Vista – R$ 5,50
- Fortaleza – R$ 5,40
- São Paulo – R$ 5,30
- João Pessoa – R$ 5,20
- Rio de Janeiro – R$ 5,00
- Porto Alegre – R$ 5,00
- Cuiabá – R$ 4,95
- Campo Grande – R$ 4,95
- Vitória – R$ 4,90
- Natal – R$ 4,90
- Palmas – R$ 4,85
- Belém – R$ 4,60
- Aracaju – R$ 4,50
- Goiânia – R$ 4,30
- Recife – R$ 4,30
- São Luís – R$ 4,20
- Maceió – R$ 4,00
- Teresina – R$ 4,00
- Macapá – R$ 3,70
- Rio Branco – R$ 3,50
- Porto Velho – R$ 3,00
Confira a nota da Prefeitura de Belo Horizonte na íntegra
“A Prefeitura de Belo Horizonte informa que o reajuste anual da tarifa do transporte coletivo está previsto na Lei 11.458/2023 e está vinculado à estimativa de custeio do sistema para o exercício seguinte. O cálculo é realizado com base na metodologia da Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP).
A análise considera custos operacionais como combustível, lubrificantes, pneus, peças e acessórios, além de despesas com pessoal, licenciamento, depreciação, remuneração da frota e tributos. Além de previsto em contrato, o reajuste é necessário para garantir a continuidade dos investimentos no sistema e a manutenção e ampliação das melhorias no transporte público.
Em um esforço da gestão financeira do município, foi possível manter para 2026 o mesmo reajuste aplicado neste ano, de R$ 0,50.
Para reduzir o impacto para os usuários, o complemento da tarifa continuará sendo custeado pela Prefeitura de Belo Horizonte, conforme previsto na Lei 11.458. Cabe ressaltar que, sem esse subsídio, o valor da tarifa do transporte público seria de R$ 10,30.
Desde 2023, o modelo de remuneração do sistema é baseado no pagamento por quilômetro rodado, condicionado ao cumprimento de exigências legais, como o respeito ao quadro de horários, à quantidade de viagens e aos padrões de qualidade da frota”.