Com ressaca no mar, Copacabana teve mais de mil afogamentos na virada do ano

Balanço do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro revela um alto número de resgates por afogamento no estado

Maioria dos resgates em Copacabana ocorreu no dia 1º de janeiro

O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro registrou 1.666 casos de afogamento no litoral do estado na virada de 2025 para 2026. Segundo balanço divulgado pela Secretaria de Estado de Defesa Civil na noite dessa quinta-feira (1º), pelo menos 1.167 pessoas foram resgatadas na orla de Copacabana entre às 7h do dia 31 e às 19h do primeiro dia do ano.

Segundo nota do governo do Rio, mesmo com o reforço da força-tarefa, ações preventivas e alertas amplamente divulgados, muitas pessoas se arriscaram no mar, que apresentava condições adversas e de risco em razão da ressaca registrada durante a virada.

Somente entre a manhã do dia 31 e a manhã do dia primeiro, foram realizados 547 resgates no mar, enquanto no restante do feriado foram outros 620 resgates. “Apesar dos avisos, orientações constantes dos guarda-vidas e da ampla sinalização de segurança, muitas pessoas ignoraram as recomendações e entraram no mar, o que resultou no elevado número de salvamentos”, disse o tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz dos bombeiros.

O militar ressalta que a ressaca aumenta “significativamente” o risco de afogamentos. “Por isso, pedimos sempre que a população colabore, respeite a sinalização, evite o banho de mar e priorize a segurança neste período de Réveillon”, completou.

No restante do estado, a operação dos bombeiros realizou 499 resgates. A maior parte das ocorrências foram registradas na praia de Mambucaba, um total de 171 salvamentos. A segunda praia com o maior número de registros foi Itaipu, com 60 resgates.

Na operação de Réveillon, o Corpo de Bombeiros empregou cerca de 1.500 militares, com o apoio de 360 viaturas, 250 embarcações, três aeronaves e 13 drones, incluindo dois mega drones equipados com megafone, farol de busca de longo alcance e capacidade de voo em condições adversas.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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