Alana Anísio Rosa, de 20 anos, continua hospitalizada em coma induzido e em estado gravíssimo nesta quarta-feira (18). Ela foi
O caso ocorreu na noite de 6 de fevereiro. A vítima está internada há mais de dez dias. Luiz Felipe Sampaio Cabral Silva, de 22 anos, está preso preventivamente sob a suspeita de ser o autor da tentativa de feminicídio.
Jaderluce Anísio de Oliveira, mãe de Alana, usou as redes sociais para atualizar o estado de saúde da filha, que está internada no Hospital e Clínica São Gonçalo, no centro da cidade.
“Ela está sendo muito bem assistida. Ela está sendo muito bem cuidada. Passou pela traqueostomia hoje, porque ela não podia mais continuar com o tubo. E o estado de saúde dela ainda é gravíssimo”, disse.
De acordo com Jaderluce, Alana vai passar por novas avaliações nesta quinta-feira (19). A equipe médica tenta retirá-la da sedação.
“Vamos fazer uma corrente de oração para a minha filha sair rápido de lá, para ela sair sem sequelas e para ela sair linda, como ela sempre foi. E vamos continuar lutando por justiça para que esse desg****** pague tudo o que ele fez com a minha filha”, afirmou.
Jovem esfaqueada mais de 30 vezes em São Gonçalo
Alana Anísio Rosa foi esfaqueada diversas vezes na noite de 6 de fevereiro. O autor invadiu a casa dela, localizada no bairro Galo Branco, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.
A Polícia Militar (PMERJ) foi acionada pela mãe da vítima. Ela relatou que, após voltar do trabalho, escutou gritos vindos do interior da casa, encontrou a filha sendo agredida e interrompeu o ataque.
De acordo com o registro, a mãe interveio, expulsou o agressor para fora do imóvel e socorreu Alana. A jovem sofreu ferimentos de faca no rosto, ombro e tórax, principalmente.
Luiz Felipe Sampaio Cabral Silva, um vizinho apontado como o autor da tentativa de feminicídio, foi preso em flagrante horas após o crime. Em 8 de fevereiro, a Justiça determinou a prisão preventiva dele.
As primeiras informações indicam que a motivação do ataque foi que Luiz Felipe vinha assediando Alana há meses, mas a jovem recusou se relacionar com ele. Ela disse que estava concentrada nos estudos para passar no curso de Medicina.
Segundo a família, o homem passou cerca de quatro meses enviando chocolates e buquês de rosas anonimamente. Em dezembro de 2025, ele se identificou, foi rejeitado e passou a persegui-la mais intensamente. Eles treinavam na mesma academia e se conheciam apenas de vista.