Caso Alana: jovem esfaqueada mais de 30 vezes após recusar namoro acorda do coma no RJ

Luiz Felipe Sampaio está preso suspeito de atacar Alana Anísio Rosa; caso ocorreu em São Gonçalo no dia 6 de fevereiro

Caso Alana: jovem esfaqueada mais de 30 vezes após recusar namoro acorda do coma no RJ

Alana Anísio Rosa, de 20 anos, acordou do coma nessa quinta-feira (19). Ela está internada após ser esfaqueada mais de 30 vezes por recusar namorar um homem em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.

O caso ocorreu na noite de 6 de fevereiro. Luiz Felipe Sampaio Cabral Silva, de 22 anos, está preso preventivamente sob a suspeita de ser o autor da tentativa de feminicídio.

Jaderluce Anísio de Oliveira, mãe de Alana, usou as redes sociais para informar que a filha acordou. “Vencemos o coma. Vamos vencer tudo isso juntas, meu amor”, disse.

“Graças a Deus, a gente venceu essa batalha. Essa primeira batalha. A gente sabe que vai ter outras, mas, pelo menos, eu estou aqui com ela”, afirmou a mãe.

Segundo Jaderluce, a jovem passará por uma cirurgia na mão nos próximos dias por conta dos ferimentos das facadas.

Jovem esfaqueada mais de 30 vezes em São Gonçalo

Alana Anísio Rosa foi esfaqueada diversas vezes na noite de 6 de fevereiro. O autor invadiu a casa dela, localizada no bairro Galo Branco, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.

A Polícia Militar (PMERJ) foi acionada pela mãe da vítima. Ela relatou que, após voltar do trabalho, escutou gritos vindos do interior da casa, encontrou a filha sendo agredida e interrompeu o ataque.

De acordo com o registro, a mãe interveio, expulsou o agressor para fora do imóvel e socorreu Alana. A jovem sofreu ferimentos de faca no rosto, ombro e tórax, principalmente.

Luiz Felipe Sampaio Cabral Silva, um vizinho apontado como o autor da tentativa de feminicídio, foi preso em flagrante horas após o crime. Em 8 de fevereiro, a Justiça determinou a prisão preventiva dele.

As primeiras informações indicam que a motivação do ataque foi que Luiz Felipe vinha assediando Alana há meses, mas a jovem recusou se relacionar com ele. Ela disse que estava concentrada nos estudos para passar no curso de Medicina.

Segundo a família, o homem passou cerca de quatro meses enviando chocolates e buquês de rosas anonimamente. Em dezembro de 2025, ele se identificou, foi rejeitado e passou a persegui-la mais intensamente. Eles treinavam na mesma academia e se conheciam apenas de vista.

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Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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