Ônibus de BH ficam mais caros nesta quinta-feira (1°)

Valor da passagem passou a ser de R$ 6,25, conforme publicação no Diário Oficial do Município (DOM) na última terça-feira (30)

Novas tarifas dos ônibus de Belo Horizonte entram em vigor nesta quinta-feira (1° de janeiro)

As novas tarifas de ônibus de Belo Horizonte entram em vigor nesta quinta-feira (1º de janeiro). O valor da passagem passou a ser de R$ 6,25, conforme publicação no Diário Oficial do Município (DOM) na última terça-feira (30).

O reajuste foi de 8,6%, o que representa um aumento de R$ 0,50 em relação ao preço anterior, de R$ 5,75. Com a correção, Belo Horizonte salta da quarta para a segunda posição no ranking das tarifas de ônibus mais caras do país entre as capitais, ficando atrás apenas de Florianópolis (SC), onde a passagem custa R$ 7,70.

Procurada pela reportagem da Itatiaia, a Prefeitura de Belo Horizonte informou que o reajuste anual da tarifa do transporte coletivo está previsto na Lei 11.458/2023. O cálculo, conforme nota, é realizado com base na metodologia da Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP).

“A análise considera custos operacionais como combustível, lubrificantes, pneus, peças e acessórios, além de despesas com pessoal, licenciamento, depreciação, remuneração da frota e tributos. Além de previsto em contrato, o reajuste é necessário para garantir a continuidade dos investimentos no sistema e a manutenção e ampliação das melhorias no transporte público”, destacou.

Reajuste é questionado

Como informado, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) manifestou preocupação com os novos valores definidos em portaria da Superintendência de Mobilidade do Município (Sumob). Segundo a entidade, “o ajuste determinado é excessivamente alto, tendo em vista a evolução de outros indicadores econômicos no período”.

Usuários do transporte público da capital mineira também questionaram o aumento. “Desse jeito a gente não aguenta mais. Aumenta tudo, mais R$ 0,50 agora. Eu trabalho muito, sou gari, e acho um absurdo esse aumento. A situação fica cada vez mais difícil”, afirmou o gari Sidney Rodrigo de Freitas, de 50 anos, à reportagem.

Para a babá Ana Carla Silva Andrade, de 34 anos, o reajuste das tarifas não é condizente com o serviço ofertado. “Acho um absurdo, porque eles aumentam a passagem, mas não melhoram a frota, não melhoram a qualidade dos ônibus e nem colocam cobrador. A qualidade é péssima e não justifica esse reajuste”, disse.

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Sindicato das Empresas de Ônibus em BH

Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) informou que o reajuste da tarifa do transporte coletivo por ônibus é “uma decisão que compete exclusivamente ao poder concedente, conforme previsto nos contratos de concessão e na legislação vigente”.

“O SetraBH e as empresas operadoras não definem o valor da tarifa. Sua atuação está voltada à execução do serviço, ao cumprimento das determinações do poder concedente e à garantia da operação diária do transporte coletivo. O transporte por ônibus é um serviço público essencial e sua continuidade depende de decisões estruturais que envolvem planejamento, regulação e responsabilidade institucional do ente concedente”, destaca o texto.

Veja a nota da Prefeitura de Belo Horizonte na íntegra

“A Prefeitura de Belo Horizonte informa que o reajuste anual da tarifa do transporte coletivo está previsto na Lei 11.458/2023 e está vinculado à estimativa de custeio do sistema para o exercício seguinte. O cálculo é realizado com base na metodologia da Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP).

A análise considera custos operacionais como combustível, lubrificantes, pneus, peças e acessórios, além de despesas com pessoal, licenciamento, depreciação, remuneração da frota e tributos. Além de previsto em contrato, o reajuste é necessário para garantir a continuidade dos investimentos no sistema e a manutenção e ampliação das melhorias no transporte público.

Em um esforço da gestão financeira do município, foi possível manter para 2026 o mesmo reajuste aplicado neste ano, de R$ 0,50.

Para reduzir o impacto para os usuários, o complemento da tarifa continuará sendo custeado pela Prefeitura de Belo Horizonte, conforme previsto na Lei 11.458. Cabe ressaltar que, sem esse subsídio, o valor da tarifa do transporte público seria de R$ 10,30.

Desde 2023, o modelo de remuneração do sistema é baseado no pagamento por quilômetro rodado, condicionado ao cumprimento de exigências legais, como o respeito ao quadro de horários, à quantidade de viagens e aos padrões de qualidade da frota”.

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