Família faz apelo por doações de sangue e cadastro de medula para filho de 10 anos com leucemia

Família pede mobilização da população para manter transfusões frequentes e ampliar chances de encontrar doador compatível

Menino com leucemia precisa de transfusões frequentes e família pede doações

A família de Theo Fernandes Gomes Brant, de 10 anos, diagnosticado com leucemia, fez um apelo por doações de sangue e mobilizou as redes sociais. O menino tem recebido transfusões a cada dois dias, e a família precisa manter o estoque para o tratamento.

De acordo com a mãe, Denia Brant, perita da Polícia Civil, o diagnóstico de leucemia ocorreu em novembro de 2023, quando ele tinha 8 anos. Após passar por sessões de quimioterapia, o menino concluiu o tratamento em junho de 2024 e entrou em fase de acompanhamento.

No entanto, exames feitos a partir de dezembro indicaram queda nas plaquetas e, em janeiro deste ano, um mielograma confirmou a volta das células cancerígenas.

Ele foi internado e reiniciou o tratamento. Como se trata de uma recidiva da doença, os médicos indicaram a necessidade de um transplante de medula óssea, o que motivou a campanha da família por doações e cadastros no banco de doadores.

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“Ele terminou o tratamento, tocou o sino da cura e estava tudo bem. Mas em janeiro descobrimos que a doença tinha voltado. Agora ele precisa de um transplante de medula, e muita gente nem sabe que existe um banco de doadores. Por isso, resolvi fazer esse apelo, aproveitando o Fevereiro Laranja, para divulgar e informar”, relatou a mãe.

Segundo ela, as transfusões de sangue são necessárias porque a quimioterapia compromete temporariamente a medula óssea, reduzindo a produção de plaquetas, glóbulos brancos e vermelhos.

Por isso, Theo precisa receber transfusões a cada dois ou três dias, seja durante a internação ou em atendimentos no ambulatório, após exames que avaliam os níveis sanguíneos.

“Durante e depois da quimioterapia, a medula para de produzir as células, então ele precisa de transfusões frequentes para não deixar os níveis caírem demais. Quando está em casa, a gente vai ao ambulatório quase sempre. Ele não pode ir à escola nem ficar em lugares cheios, vive com o cateter no braço. É muito impactante. No ano passado, ele perdeu um semestre inteiro, e este ano eu nem sei se vai conseguir estudar, porque o pós-transplante pode levar cerca de seis meses”, relatou.

Além das doações de sangue, Denia também pede apoio para ampliar as chances de encontrar um doador 100% compatível de medula óssea. “Ele precisa de um doador 100% compatível de medula. Então faço um apelo para vocês que não são cadastrados, que têm entre 18 e 35 anos, que entrem no aplicativo do Redome e façam esse cadastro”, disse.

Enquanto aguarda um doador de medula totalmente compatível, Theo continua fazendo quimioterapia para impedir a progressão da doença. A família passou por testes, mas nenhum parente foi 100% compatível. A busca agora ocorre no banco nacional e, se necessário, em registros internacionais.

“Testamos toda a família e ninguém foi 100% compatível com ele. Estamos esperando o retorno do banco de medulas. Se não aparecer um doador, os médicos avaliam um transplante com o pai, que tem compatibilidade parcial”, contou a mãe.

Doação de medula

O cadastro para doação de medula é simples e começa com uma coleta de pequena quantidade de sangue. Ela ainda pediu que quem já faz parte do banco de doadores mantenha os dados atualizados.

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“É um gesto de amor. Doar sangue é rápido, tranquilo, e o cadastro para doação de medula começa com uma simples coleta de sangue. Na maioria dos casos, nem é cirurgia, é feito em ambulatório, sem impacto para a vida do doador. Às vezes a pessoa nunca é chamada, mas, se for, pode salvar uma vida”, afirmou.

Como ajudar

Para ajudar, quem quiser doar sangue deve procurar o hemocentro da sua cidade ou um posto de coleta autorizado, informar o interesse na doação e levar um documento oficial com foto, verificando antes os horários e os requisitos do local, já que alguns exigem agendamento.

Já para a doação de medula óssea, pessoas entre 18 e 35 anos que ainda não são cadastradas devem buscar um ponto de cadastro do Redome, geralmente nos próprios hemocentros, onde é feita uma coleta simples de sangue. Quem já faz parte do cadastro deve manter os dados de contato atualizados pelo aplicativo do Redome, facilitando o retorno em caso de compatibilidade.

Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.

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