A Justiça de São Paulo nomeou Suzane von Richthofen como inventariante do espólio de seu tio materno,
Em nota, os advogados de Silvia dizem que a decisão foi recebida com “profunda preocupação” e reforçaram que ela foi companheira de Miguel por mais de uma década. A defesa também questiona a legitimidade de Suzane para a função.
Ao se tornar a inventariante, Suzane será a pessoa responsável pela administração e representação do conjunto de bens, direitos e obrigações deixados pelo tio.
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Contestação judicial e união estável
As advogadas de Silvia Magnani argumentam que a nomeação ocorreu de forma prematura, antes do encerramento do prazo para a apresentação de documentos que comprovam a união estável entre ela e o falecido.
Caso a união seja reconhecida, segundo os advogados, Silvia teria prioridade ou participação direta na sucessão, o que poderia anular a gestão de Suzane.
Anteriormente, a defesa de Silvia já havia apontado o histórico penal de Suzane e atos praticados por ela após a morte do tio, como a soldagem de portões da residência e a retirada de um veículo sem autorização judicial, como formas de violação da administração isenta e segura do patrimônio.
O que se sabe sobre as alegações de Suzane
Em documentos que a defesa de Suzane teve acesso, ela alega que as medidas tomadas na residência do tio, no bairro Campo Belo, foram atos isolados de preservação patrimonial.
Segundo a defesa de Suzane, o imóvel sofreu invasões e furtos de dinheiro, móveis e documentos logo após a divulgação do óbito pela imprensa.
O veículo, que está em posse de Suzane, teria sido guardado em “local seguro” à espera da deliberação judicial, que nessa quinta-feira (5), conferiu à Suzane o direito de fazer a gestão dos bens.