O Ministério Público de São Paulo denunciou à Justiça, nessa quinta-feira (5), sete pessoas acusadas de participar de um esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais e empresários. A ação foi feita pelo Gedec, o grupo do MP que combate crimes econômicos, e faz parte de uma
Segundo os promotores, o esquema aconteceu entre 2021 e 2025 e tinha tudo a ver com a liberação e o aumento irregular de créditos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A ideia, segundo a acusação, era acelerar e inflar o valor desses créditos para beneficiar empresas em troca de vantagens indevidas.
No meio desse grupo aparece o nome de Sidney Oliveira, dono da rede de farmácias Ultrafarma, que já tinha sido alvo da Operação Ícaro em 2025 e chegou a ser preso, mas foi solto depois. Além dele, estão na denúncia ex-auditores fiscais e outras pessoas ligadas ao esquema.
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O MP afirma que os auditores pediam vantagens para aprovar esses créditos fiscais rapidamente, e, em troca, representantes das empresas envolvidas ofereciam dinheiro e favores. Segundo os promotores, isso pode ter resultado em mais de R$ 327 milhões liberados indevidamente de dinheiro público.
A denúncia também ressalta que as irregularidades causaram um prejuízo grande aos cofres do Estado de São Paulo e que agora todos os acusados devem responder na Justiça por corrupção ativa e passiva.
A Secretaria da Fazenda informou que, depois da operação, revogou regras que facilitam esse tipo de pedido de crédito e que tem feito uma revisão ampla dos processos para impedir novas irregularidades. Já a Ultrafarma e os advogados dos denunciados, até agora, não se manifestaram oficialmente.