Há exatamente um mês, um
Uma quarta vítima, identificada como Ana Julia, de 19 anos, também estava na padaria no momento do crime e
“Eu implorei para que ele não atirasse em mim. Ele saiu e fez uma careta. Foi uma cena que nunca vou esquecer, foi muito rápido”, relatou.
Ana Julia contou que faltava uma hora para fechar o estabelecimento e que ela organizava a padaria para o fechamento. Segundo ela, o suspeito,
“Tem quatro anos que a gente está lá, tem quatro anos que ele frequentava lá. Era um cliente normal, que ia todos os dias pela manhã e à tarde. Por que ele fez isso? Até agora nós estamos sem entender, porque não tem motivo”, contou Ana Julia.
A jovem relatou que Magno sempre tratou as funcionárias normalmente.
Adolescente apreendido
Um adolescente de 17 anos, ex-namorado de Natielly, foi
Ana Julia contou que, no dia do crime, Natielly havia mostrado vários vídeos dos dois em uma rede social. Após o crime, ela não reconheceu o adolescente como o autor.
“Em nenhum momento eu falei que seria ele, porque ele é branco e a mão que eu vi era morena. Todo mundo falou assim: ‘Ah, pode ser a tatuagem.’ Eu falei: ‘Não, a mão era morena e eu vi a arma’. A Nat iria me falar se tivesse acontecido alguma coisa, porque naquele dia ela mesma registrou vários vídeos dos dois, eles estavam felizes. Ela falava: ‘Nossa, eu gostava dele’ e tudo mais”, relatou.
Vida pós-crime
Ana Julia contou que, desde que o crime aconteceu, não consegue pensar em outra coisa.
“A cena vem na minha cabeça toda hora que eu fecho o olho, quando eu vou dormir, tem vezes que eu fico a madrugada toda acordada, pensando na Manu, na Nat. Eu vou ter que tratar com o psicólogo, porque está tudo difícil”, disse.
“Na minha cabeça, eu espero que isso seja um pesadelo”, completou.
Padaria fechada
Desde o crime, a padaria está fechada. O pai de Emanuely e Ana Julia, Gleidson Seabra, afirmou que sente a falta da filha todos os dias e que não teve forças para reabrir o estabelecimento.
De acordo com informações iniciais, um homem chegou até o estabelecimento de moto, abriu fogo e foi embora
“Parece que foi ontem [que ocorreu o crime]. As noites para nós têm sido horríveis, porque a saudade aumenta. A gente vai ter que fazer um tratamento psicológico para tentar encarar a vida de novo, buscar um sentido para a vida”, contou.
“A fonte de renda da nossa casa era a padaria, sabe? Fechei a padaria, não tive forças para voltar a trabalhar lá. A gente anunciou, estou vendendo ela pela metade do preço para poder tentar honrar meus compromissos também. Não consigo trabalhar lá mais, ela está fechada, mas estamos vendendo o ponto. Pedi a Deus que dê tudo certo para a gente começar de novo em outro lugar”, finalizou.
Sem motivos aparentes
O
Magno Ribeiro da Silva, de 30 anos, foi preso e confessou o crime
Até o momento, a PC aponta que ele cometeu o crime sem motivos aparentes. Um dia depois de matar três mulheres,