Já estão abertas as inscrições para o prêmio Pacto Contra a Fome, que oferece R$ 600 mil em premiação para iniciativas que combatem a fome, a insegurança alimentar e o desperdício de alimentos.
O Pacto Contra a Fome é um movimento que não tem partido político, e une pessoas com o mesmo objetivo. As inscrições são gratuitas e o período de inscrição vai até o dia 19 de agosto. Podem participar todas as organizações sem fins lucrativos e de impacto social. As inscrições devem ser feitas pelo
A CEO do Pacto Contra a Fome, Rosana Blasio, explica que o objetivo do prêmio é incentivar o desenvolvimento e dar visibilidade às instituições que trabalham com segurança alimentar. “Neste ano o foco são iniciativas desenvolvidas por organizações sem fins lucrativos, como ONGs, negócios de impacto socioambiental, como startups e Pequenas Empresas, além de organizações não institucionalizadas, como grupos da sociedade civil representados por um CPF, por exemplo”, diz.
O prêmio é dividido em duas categorias: promoção da segurança alimentar e ações contra o desperdício de alimentos. Ao todo, contempladas serão seis iniciativas, que vão receber R$ 100 mil cada uma. Negócios de impacto socioambiental também podem se inscrever.
A expectativa é que mais de mil organizações façam as inscrições. Conforme detalha Rosana Blasio, arantir a diversidade e a representatividade em todas as etapas do processo o pacto contra a fome estabeleceu alguns critérios.
Leia mais:
Fome atinge 8,4 milhões de brasileiros, aponta relatório da ONU Insegurança alimentar atinge quase 5,5 milhões de crianças de até 4 anos no Brasil Mais de 20 milhões de pessoas convivem com a fome no Brasil, aponta o IBGE
“Nosso objetivo é alcançar mais de mil iniciativas que trabalhem na promoção da segurança alimentar e redução e/ou reversão do desperdício de alimentos. Para garantir a a diversidade das iniciativas, o Pacto estabeleceu alguns critérios, priorizando a participação de mulheres em cargos de liderança ou na execução das atividades lideradas por pessoas pretas, pardas, ou indígenas. Iniciativas realizadas em comunidades de população indígena, quilombolas, ribeirinhas, pescadoras artesanais, produtores rurais, agroextrativistas, Caiçaras, entre outros, em especial promovidas na região norte e Nordeste. Regiões, infelizmente, onde a insegurança alimentar é mais prevalente”, explica.