Ouvindo...

Times

Escolas, mercado e segurança armada: Porto Alegre quer construir ‘cidade provisória’ para 10 mil desabrigados

Capital gaúcha tem cerca de 14 mil pessoas em quase 150 mil abrigos espalhados pela cidade; gestão municipal pede apoio do Governo Federal para por projeto em prática

A Prefeitura de Porto Alegre estuda construir uma espécie de “cidade provisória” para abrigar cerca de 10 mil vítimas das enchentes que assolam a capital gaúcha. No momento, a cidade tem 14 mil pessoas distribuídas em quase 150 abrigos. A ideia é que a maior parte delas vá para o espaço que será montado no Complexo Cultural Porto Seco, na região Norte de Porto Alegre. As informações são do jornal Zero Hora.

O local é usado como um centro de eventos e abriga barracões de escolas de samba da capital gaúcha. O Porto Seco é uma das áreas públicas que não foram atingidas pelos alagamentos. Por isso, a gestão municipal considera o complexo como o lugar ideal para abrigar, com conforto, essa grande quantidade de pessoas.

O projeto prevê que o local tenha escolas, mercado, tendas da Defesa Civil, além de segurança reforçada pelas Forças Armadas. Para que a “cidade provisória” seja construída, a prefeitura espera receber ajuda do Governo Federal. Segundo o município, a área poderia receber até cinco mil barracas para cada família e acomodar até 10 mil pessoas. As barracas seriam fornecidas pela Secretaria Nacional de Defesa Civil e montadas dentro dos dez barracões de escolas de samba do local.

Leia também

Para que as Forças Armadas possam fazer a segurança do local, é preciso que seja decretada uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO), ordem que apenas o presidente da república é autorizado a dar. A prefeitura já começou a discutir a proposta no último sábado (11), mas ainda irá apresentar a ideia ao governador Eduardo Leite (PSDB) e ao presidente Lula (PT).

A gestão municipal afirma que a construção do espaço é necessário pois, com o tempo, a mobilização dos voluntários na cidade vai diminuir. Com o passar dos dias, os imóveis que estão sendo usados como abrigo também vão precisar ser liberados. A ideia é que as pessoas fiquem na “cidade provisória” enquanto os seus bairros são reconstruídos.

Temporal no RS

O Rio Grande do Sul decretou estado de calamidade pública em centenas de cidades. Segundo a Defesa Civil, as fortes chuvas que atingem o estado gaúcho, desde o fim de abril, já afetaram mais de 2,1 milhões de pessoas em 446 municípios. De acordo com os dados mais atualizados, são 148 mortos, 124 desaparecidos, 806 feridos, quase 80 mil em abrigos e mais de 530 mil desalojados (em casa de parentes e amigos).

Como ajudar?

Segundo as autoridades, desabrigados e desalojados que foram acolhidos pela Defesa Civil precisam não só de alimentos, como também de colchões, roupas de cama e banho e também cobertores. Quem mora na região de Porto Alegre pode contribuir presencialmente no Centro Logístico da Defesa Civil Estadual (avenida Joaquim Porto Villanova, 101, bairro Jardim Carvalho, Porto Alegre).

Além de receber doações de vários itens, as autoridades permitem a doação de qualquer tipo de valor em dinheiro. Para permitir a colaboração de pessoas de outras cidades e estados, o Governo do Estado criou uma chave Pix para receber doações. Quem quiser contribuir, pode fazer um Pix para o CNPJ 92958800000138


Participe dos canais da Itatiaia:

Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.
Leia mais