Vale do Jequitinhonha ganha 25 novas unidades demonstrativas de café

Projeto avalia cultivares arábica e canéfora e fortalece a cafeicultura regional

15 produtores foram selecionados em 11 municípios do médio e baixo Jequitinhonha

As Regiões do Vale do Jequitinhonha e Mucuri e o Norte de Minas ganharão 25 Unidades Demonstrativas (UDs) de café. O projeto, conduzido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), visa avaliar e fortalecer a cadeia produtiva da agropecuária.

Entre a última semana de janeiro e a primeira semana de fevereiro, 15 produtores selecionados em 11 municípios do médio e baixo Jequitinhonha receberam mudas de 16 cultivares de café arábica e dez materiais de café canéfora, sendo nove clones (enxertia) e 1 seminal (sementes).

“Dez produtores terão UDs de café arábica e canéfora e outros cinco somente canéfora”, explicou o pesquisador da EPAMIG Jéfferson de Oliveira Costa, coordenador dos trabalhos. “A escolha das propriedades baseou-se em critérios técnicos e operacionais como abertura para realização de dias de campo, disponibilidade de sistema de irrigação na propriedade, acesso fácil para visitas técnicas e eventos, dentre outros”.

Implementação das UDs

Pesquisadores da EPAMIG e extensionistas da Emater-MG acompanham a implantação das UDs. Antes disso, a equipe de trabalho orientou os produtores no preparo da área, correção e adubação do solo, espaçamentos para as duas espécies e manejo de plantas invasoras. Todas as mudas foram identificadas com placas que permanecerão na área de plantio.

“Os técnicos da Emater-MG e produtores parceiros participaram de um treinamento online realizado por nós da EPAMIG e pesquisadores da Embrapa sobre implantação e acompanhamento das UDs. Também estão previstas visitas técnicas periódicas e avaliação da produtividade e da qualidade de bebida das cultivares de café”, complementou Jéfferson.

Produtor de cafés especiais e frutas no município de Medina, Maurício Capistrano Costa recebeu Unidades Demonstrativas de cafés Arábica e Canéfora. Há dez anos na atividade, o cafeicultor espera que a iniciativa ajude a gerar e difundir conhecimentos.

“Passaremos os próximos anos estudando as condições edafoclimáticas, morfológicas, de produção e de xícara desses materiais, que a partir de 2030 vão fornecer informações para o território. Uma contribuição importante da EPAMIG, com a qual posso somar”, afirmou.

Projeto

Financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), o projeto “Diagnóstico tecnológico e fortalecimento das cadeias produtivas agropecuárias e florestais nas regiões do Vale do Jequitinhonha, Vale do Mucuri e Norte de Minas Gerais” tem vigência até 2029 e conta com R$ 2,3 milhões em recursos.

O projeto contempla ainda pesquisas para a obtenção de manivas de mandioca mais produtivas e nas áreas de fruticultura, bovinocultura, silvicultura e irrigação.

“Cinco UDs de mandioca estão sendo implantadas na região de Vale do Jequitinhonha e devem ser concluídas até o final do período chuvoso. Para o final do ano, estão previstas mais cinco UDs na região de Almenara”, informou Jéfferson Oliveira Costa.

Além destas, unidades experimentais de mandioca já foram instaladas no Campo Experimental de Acauã (EPAMIG) e na Fazenda Experimental da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) em Couto de Magalhães de Minas.

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*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

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