Preço do suíno vivo cai 20% em um ano na praça paulista

Menor demanda da indústria pressiona cotações em fevereiro; setor acompanha efeitos de tensão no Oriente Médio

Valor de fevereiro representa recuo expressivo frente a janeiro deste ano

As cotações do suíno vivo registraram forte queda em fevereiro na praça SP-5, que engloba Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba. No período, o animal foi negociado à média de R$ 6,91 por quilo.

O valor representa recuo expressivo frente a janeiro deste ano, quando a média foi de R$ 8,24/kg, uma baixa de 16,1%. Na comparação com fevereiro de 2025, quando o preço médio era de R$ 8,66/kg, a desvalorização chega a 20%.

Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o movimento de queda está relacionado à retração da procura por parte da indústria por lotes de animais no mercado independente, o que gerou um desarranjo na oferta interna.

Para março, agentes do setor consultados pelo Cepea também acompanham com atenção o conflito no Oriente Médio, especialmente envolvendo o Irã, que pode se expandir para outros países.

Embora a região não seja um destino relevante para a carne suína brasileira, principalmente por questões religiosas, o possível fechamento de rotas estratégicas de escoamento e a elevação dos custos com fretes e seguros marítimos têm gerado preocupação entre os exportadores.

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*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

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