Guerra no Oriente Médio completa 5 dias; veja os últimos acontecimentos

Conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã registram mais de mil mortos; países não pensam em cessar-fogo e ataques continuam

Ao todo, vítimas que estavam em ao menos sete países já perderam a vida por conta dos ataques

Países do Oriente Médio presenciam o 5º dia de conflito entre os Estados Unidos, Israel e Irã. Os ataques, que iniciaram no último sábado (28), registram 1.230 mortes, segundo a agência Islamic Republic News Agency (IRNA).

A reportagem da Itatiaia listou alguns dos últimos acontecimentos, como supostos acordos de cessar-fogo, bombardeios e parcerias entre países. Confira:

Cessar-fogo entre EUA e Irã é improvável

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que o país não irá entrar em um acordo de paz. “Não estamos pedindo um cessar-fogo. Não vemos nenhuma razão pela qual devamos negociar com os Estados Unidos”, disse à NBC News.

O presidente norte-americano, Donald Trump, também descartou a possibilidade de negociação com o país do Oriente Médio. Durante a primeira fala pública, nessa segunda-feira (2), após o início dos ataques contra o Irã, o republicano afirmou que “não dá para lidar com essas pessoas”, ressaltando que não está disposto a voltar a dialogar.

Irã afirma ter atingido porta-aviões dos EUA

A televisão estatal do Irã informou que drones da Guarda Revolucionária iraniana atingiram o porta-aviões dos Estados Unidos - o “USS Abraham Lincoln” - que foi ao Golfo Pérsico para pressionar Teerã no fim de janeiro.

A Guarda Revolucionária do Irã já havia divulgado, ainda nesta semana, ter atingido o porta-aviões com quatro mísseis balísticos. Porém, o Pentágono negou o ataque.

Explosões em Catar, Bahrein e Arábia Saudita

Países que possuem bases militares norte-americanas são alvos de bombardeios, como represálias do Irã aos ataques dos EUA.

Entre os Estados está o Catar, que foi alvo de um “ataque com mísseis”, segundo o Ministério da Defesa após relatos de explosões na capital, Doha.

A capital do Bahrein, Manama, também foi atingida por bombardeios, segundo jornalistas da Agence France-Presse. Na Arábia Saudita, diplomatas em Riade, receberam ordem para buscar refúgio.

Em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, seis trabalhadores estrangeiros ficaram feridos em uma área industrial devido à queda dos destroços de um drone interceptado, de acordo com autoridades locais.

EUA pedem a Israel para seguir ‘até o fim’

Com uma parceria antiga, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, insistiu que o país do Oriente Médio prosseguisse com a operação contra o Irã “até o fim”.

Logo após Donald Trump anunciar que os Estados Unidos iniciaram “grandes operações de combate” no Irã, Israel também divulgou que ajudaria nos bombardeios contra o país vizinho de continente.

Mas como o conflito começou?

Donald Trump anunciou que os Estados Unidos atacariam o Irã com o objetivo de destruir as forças armadas do país e seu programa nuclear.

Em um vídeo publicado na rede Truth Social, o republicano acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”. De acordo com Trump, os EUA “não aguentam mais”. Na ocasião, Israel também anunciou ataques contra o Irã.

Confira a linha do tempo

28 de fevereiro: EUA e Israel iniciaram os ataques contra o Irã. Como resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques em grande parte do Oriente Médio, com explosões em países que abrigam bases militares norte-americanas, como os Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

1º de março: a mídia estatal iraniana confirmou a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, pelos ataques dos Estados Unidos e Israel. Também foram confirmadas as mortes da filha, do genro, da neta e da esposa de Khamenei.

2 de março: Trump afirmou, em entrevista à CNN, que os Estados Unidos estão “dando uma surra” no Irã. Ele ainda prometeu que a “grande onda” dos ataques ainda estaria por vir. O presidente dos EUA afirmou que o conflito deve durar entre “quatro ou cinco semanas”, mas sem descartar a possibilidade do prazo se estender.

3 de março: a Assembleia dos Especialistas, localizada em Qom, no Irã, foi atingida por um bombardeio de Israel. O local poderia estar recebendo uma reunião para a eleição do novo líder supremo do país. Porém, na hora do ataque, ele estava vazio.

4 de março: a Base Aérea de Al Udeid, no Catar, a maior instalação militar dos Estados Unidos no Oriente Médio, foi atingida por um míssil balístico iraniano. Segundo o governo catari, não houve vítimas. Na mesma data, Israel iniciou uma série de ataques contra Teerã.

5 de março: duas explosões foram ouvidas em Jerusalém. Os ataques aconteceram após Israel afirmar ter identificado mísseis lançados do Irã. A agência Islamic Republic News Agency (IRNA) divulga que o número de mortes devido aos ataques dos Estados Unidos e de Israel no Irã subiu para 1.230.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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