Brasileira que estava desaparecida há três anos é encontrada morta em floresta no Canadá

Letícia Oliveira Alves falou com a família pela última vez em dezembro de 2023; buscas eram monitoradas pela Interpol

Imagem ilustrativa

A brasileira Letícia Oliveira Alves, de 36 anos, foi encontrada morta em uma floresta na província de Quebec, no Canadá. Ela era considerada como desaparecida desde dezembro de 2023.

Letícia estava nos Estados Unidos quando fez o último contato com a família, através das redes sociais. O corpo havia sido achado em abril de 2024, mas a identidade de Letícia só foi confirmada há cerca de uma semana, na última quinta-feira (26).

Como o corpo foi encontrado?

Segundo a ONG canadense “Unidentified Human Remains Canada” (Restos Humanos Não Identificados Canadá), Letícia foi encontrada morta por caçadores em 24 de abril de 2024. A organização publicou que o corpo da brasileira estava “no final de uma galeria pluvial” em Coaticook, Quebec, próximo à fronteira do Canadá com os Estados Unidos.

A ONG também relatou e publicou fotos das roupas que a brasileira usava quando foi encontrada. Segundo a organização, “a vítima vestia várias peças de roupa, incluindo gorro, casaco de inverno, calça jeans, meias de lã e botas de inverno”.

Confira imagens:

Ainda segundo a descrição da ONG, a vítima não apresentava sinais de violências e, apesar dos agasalhos, uma perícia realizada no corpo de Letícia aponta que a provável causa da morte da brasileira foi “hipotermia ambiental”.

Quem era Letícia?

Para o jornal O Globo, familiares da brasileira contaram que Letícia atuava como missionária da Igreja Adventista e havia iniciado uma viagem pela América do Sul. Antes de desaparecer, a mulher teria passado pela Argentina, Bolívia e, enfim, Estados Unidos.

Ainda em entrevista ao jornal brasileiro, parentes de Letícia disseram que a mulher deixou uma filha de 12 anos, que não teria a acompanhado nas viagens e ficou no Brasil sob os cuidados da avó materna.

A mulher era natural de Goiânia e formada em Química pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Além disso, Letícia possuía mestrado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Desaparecimento e buscas

A família de Letícia falou com o jornal O Globo sobre a dinâmica do desaparecimento e das buscas pela brasileira, que havia sido incluída na Difusão Amarela da Interpol, uma ferramenta internacional usada para ajudar a localizar pessoas desaparecidas ao redor do mundo.

A família registrou o desaparecimento de Letícia após não conseguir mais contato com a brasileira. As buscas apontaram indícios que a brasileira estava na cidade de Boston, nos EUA, mas a presença da mulher por lá não foi confirmada. Além disso, não foram encontrados registros de voos ou históricos migratórios em nome de Letícia.

A investigação identificou um registro de detenção nos Estados Unidos associado ao nome “Leticia Alpes Oliveira”, com a mesma data de nascimento da brasileira. Na ocasião, a mulher teria sido impedida de entrar no Canadá em janeiro de 2024. Letícia teria permanecido três meses sob custódia de autoridades migratórias dos Estados Unidos.

Ainda como divulgado pelo O Globo, a brasileira teria sido liberada em abril de 2024, o mesmo mês em que foi encontrada morta.

Desdobramentos

Uma semana após a confirmação da identidade de Letícia, a família da mulher relatou, também ao O Globo, que busca arrecadar recursos para realizar o traslado do corpo da mulher de volta ao Brasil.

A Itatiaia entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores e, em nota, o Itamaraty diz prestar assistência a família da brasileira. Confira:

“O Ministério das Relações Exteriores, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Montreal, acompanha o caso e presta a assistência consular cabível aos familiares da nacional”.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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