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Guerra no Oriente Médio deve encarecer carnes e ovos no Brasil, alerta ABPA

Associação prevê repasses ao consumidor por aumento de custos de frete e embalagens

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O bolso do consumidor brasileiro deve sentir, nos próximos dias, os reflexos da instabilidade geopolítica global. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) emitiu um comunicado informando que o agravamento da guerra no Oriente Médio está pressionando os custos de produção, o que deve resultar no repasse de preços para ovos, frango e carne suína.

Os principais vilões dessa alta são o frete rodoviário e os insumos de embalagens, ambos diretamente impactados pela volatilidade do petróleo e pelas dificuldades logísticas na região do conflito.

Custos logísticos e de embalagens em disparada

De acordo com a entidade, a alta do diesel já provocou um aumento de até 20% nos fretes para o setor. Esse impacto atinge toda a cadeia: desde o transporte de insumos básicos (como milho e soja para ração) até a distribuição final dos produtos nos supermercados.

Além da logística, o setor enfrenta o encarecimento das embalagens plásticas. Como os insumos para esses materiais são derivados de petróleo proveniente da região em conflito, os custos de fabricação já subiram cerca de 30%.

"Frente a este quadro, é possível que ocorram nos próximos dias repasses aos preços para o consumidor tanto de ovos, como de carne de frango e carne suína", informou a ABPA em nota oficial.

Equilíbrio na oferta de ovos

Apesar do cenário de pressão nos custos, o setor de ovos apresenta um ponto de equilíbrio em 2026. Diferente do cenário de escassez visto em anos anteriores, a oferta atual está ajustada à demanda da Quaresma, período em que o consumo tradicionalmente cresce.

A demanda por ovos segue aquecida, uma vez que o produto continua sendo a proteína de custo mais acessível para as famílias brasileiras diante da inflação de outros alimentos. Embora o repasse seja provável, o crescimento da produção dentro do previsto pode ajudar a mitigar aumentos ainda mais agressivos no curto prazo.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde