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Prêmio Mulheres do Agro abre votação na categoria Ciência e Pesquisa

Até o dia 22 de julho, o público pode escolher, entre três finalistas com pesquisas de alto impacto no país na premiação realizada pela Bayer e ABAG

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Prêmio Mulheres do Agro abre votação na categoria Ciência e Pesquisa
Dalilla Carvalho Rezende é a vencedora do ano passado na categoria • Divulgação

Estão abertas as votações para definir a vencedora da categoria “Ciência e Pesquisa” da 9ª edição do Prêmio Mulheres do Agro. O público tem até o dia 22 de julho para votar pelo site oficial da premiação, realizada pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG). A iniciativa busca reconhecer projetos liderados por mulheres que criam soluções diretas para o avanço social, a gestão e a sustentabilidade no campo.

As três finalistas desta edição foram inicialmente indicadas pela própria comunidade acadêmica e profissional e, em seguida, avaliadas por uma banca de especialistas que analisou o alcance de suas pesquisas dentro e fora do setor agrícola.

“Fortalecer o protagonismo feminino na pesquisa é acelerar a geração de soluções sustentáveis e economicamente viáveis para os grandes desafios globais do agronegócio”, afirmou Amanda Bernardi, Gerente de Relacionamento Científico da Bayer para a América Latina.

A divisão agrícola da Bayer apoia a iniciativa alinhada ao seu foco em inovação e diversidade, investindo anualmente cerca de 2 bilhões de euros em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) globalmente para integrar produtividade e preservação ambiental.

Conheça as finalistas da 9ª edição

O trio de cientistas concorre ao prêmio máximo com contribuições que vão da biotecnologia à bioeconomia:

  • Ana Paula Oliveira Nogueira (UFU): agrônoma, mestre e doutora em Genética e Melhoramento. Na Universidade Federal de Uberlândia, coordena o Programa de Melhoramento de Soja, desenvolvendo cultivares de alta produtividade e resistência a doenças, além de liderar estudos voltados à conservação e melhoramento do pequizeiro.
  • Erika Valente de Medeiros (UFAPE): bióloga com doutorado em Agronomia e pós-doutorado na França. É especialista em microbiologia e bioquímica do solo no semiárido brasileiro. Lidera pesquisas para o desenvolvimento de bioinsumos e recuperação de áreas degradadas, acumulando mais de 200 artigos publicados e sete patentes.
  • Maria Carolina Quecine Verdi (ESALQ/USP): agrônoma e doutora em Genética e Melhoramento de Plantas, com extensão no Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Membro afiliada da Academia Brasileira de Ciências, sua pesquisa foca em genética molecular de microrganismos para o controle biológico de doenças e promoção do crescimento vegetal.

A grande vencedora será anunciada em agosto, durante um evento exclusivo em São Paulo, com transmissão ao vivo pelos canais digitais da ABAG e da Bayer.

Inspiração que vem do campo

O impacto real da premiação se reflete na história da última vencedora da categoria, Dalilla Carvalho Rezende. Filha de um pequeno produtor no Sul de Minas Gerais, ela trilhou seu caminho pela escola pública e pela iniciação científica até se tornar professora e pesquisadora no IFSULDEMINAS – Campus Machado.

Hoje, Dalilla coordena o projeto "Paisagens Sustentáveis", que já impactou diretamente mais de 2.100 pessoas na cafeicultura da região através do manejo ecológico. Com a premiação conquistada na edição anterior, ela pôde equipar o laboratório da instituição com um extrator de óleos essenciais para impulsionar novos estudos biológicos.

"Para mim, fazer ciência vai muito além de publicar artigos. O verdadeiro sucesso acontece quando o conhecimento produzido melhora a vida das pessoas. Não existe recompensa maior do que ver uma pesquisa sair do laboratório, chegar ao campo e contribuir para transformar a realidade de quem produz", destacou a pesquisadora.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.