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Café raro de Minas Gerais estreia em restaurante duas estrelas Michelin em Londres

Nanolote histórico cultivado pela fazenda Daterra passa a integrar o menu do chef brasileiro Rafael Cagali

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Café raro de Minas Gerais estreia em restaurante duas estrelas Michelin em Londres
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O mercado internacional de cafés especiais ganhou um novo capítulo que eleva o patamar do grão brasileiro na alta gastronomia europeia. Um nanolote histórico produzido pela fazenda mineira Daterra integrou oficialmente a experiência do restaurante Da Terra, comandado pelo chef brasileiro Rafael Cagali e premiado com duas estrelas Michelin, em Londres.

O lançamento do café, que faz parte da coleção Masterpieces by Daterra, foi realizado em parceria com a torrefadora britânica Difference Coffee, especializada em garimpar os grãos mais raros do mundo para estabelecimentos de luxo. O evento de estreia ocorreu no lounge do restaurante, localizado no icônico edifício do Town Hall Hotel, no East End londrino, onde o café foi servido acompanhado de quindins e ao som de bossa nova.

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A produção total do lote foi de apenas 19 quilos — volume que enquadra o produto na categoria de nanolote, reservada às raridades máximas do setor. O grão alcançou a maior pontuação do último leilão anual da fazenda (Masterpieces by Daterra Auction), que atrai compradores e especialistas globais.

 

Laboratório de inovação no Cerrado Mineiro

Os cafés que carregam o selo Masterpieces funcionam como uma espécie de laboratório de experimentação da Daterra. Cultivados em Minas Gerais, esses lotes em quantidade reduzida unem pesquisas de microclima, técnicas inovadoras de processamento pós-colheita e testes com variedades raras para alcançar perfis sensoriais complexos e inéditos.

"Este projeto representa a união de três referências em suas áreas de atuação para oferecer uma experiência única aos consumidores. É uma oportunidade de apresentar ao mundo o potencial da cafeicultura brasileira em seu mais alto nível de excelência", destacou Isabela Pascoal Becker, diretora de Sustentabilidade da Daterra Coffee.

Durante o lançamento, Amir Gehl, fundador da Difference Coffee, e a liderança da Daterra detalharam aos convidados o rigor técnico exigido desde o manejo no campo até a torra final, processo necessário para preservar os atributos delicados do grão.

Isabela (fazenda Daterra) e o chef Rafael Cagali • Divulgação
Isabela (fazenda Daterra) e o chef Rafael Cagali • Divulgação

Distribuição restrita e valorização do encerramento da refeição

A chegada do nanolote a Londres acompanha uma tendência crescente na gastronomia europeia: tratar o café não apenas como o encerramento comercial de um jantar, mas como parte indissociável do menu-degustação, recebendo o mesmo cuidado técnico aplicado aos pratos principais.

Para garantir o controle de qualidade e a proposta de exclusividade, a distribuição do produto foi dividida em duas frentes restritas. A primeira delas é a 'Edição Restaurante', em que o café será servido exclusivamente para consumo no salão e no lounge do restaurante Da Terra, integrado à experiência gastronômica desenhada pelo chef Rafael Cagali.

Já a 'Edição para Casa' contará com apenas 200 caixas numeradas e limitadas, que serão comercializadas para um grupo selecionado de clientes assíduos do restaurante e da carteira da Difference Coffee, transformando o lote em um verdadeiro item de colecionador.

O movimento consolida a reputação do Brasil no exterior. Historicamente reconhecido como o maior produtor de café em volume do planeta, o país expande sua presença no nicho de altíssimo padrão, disputando espaço com os terroirs mais disputados e caros do mercado global.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.