Em alta em 2026, limão-Tahiti do Brasil conquista mercado de Cuba
Com alta de 9,28% nas exportações em 2026, fruta brasileira ganha aval sanitário cubano após auditoria e amplia presença internacional

A fruticultura brasileira deu mais um passo na estratégia de diversificação de seus destinos internacionais. O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) confirmou que Cuba autorizou oficialmente a importação do limão-Tahiti produzido no Brasil. A medida abre um novo canal de vendas para os produtores nacionais e reforça a inserção da fruta brasileira no mercado caribenho.
A autorização chega em um momento de aquecimento para o segmento. Dados do setor indicam que, no primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras de limão registraram crescimento de 9,28% em faturamento e de 2,95% em volume, na comparação com o mesmo período do ano anterior.
O avanço foi celebrado pelas entidades do setor produtivo como um reconhecimento ao padrão sanitário e à escala da produção nacional."Cada abertura é motivo de comemoração, pois mostra que estamos avançando na conquista de novos mercados. Um novo destino amplia as oportunidades de comercialização e fortalece a presença da fruta brasileira no mundo. O limão-Tahiti é um produto de grande importância para a nossa fruticultura e possui qualidade e competitividade para atender mercados cada vez mais exigentes", disse Waldyr Promicia, presidente da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).
Missão técnica e auditoria em campo
O aval das autoridades cubanas é fruto de uma negociação fitossanitária contínua ao longo de 2026. Em abril, uma missão técnica da Organização Nacional de Proteção Fitossanitária (ONPF) de Cuba esteve no Brasil para inspecionar presencialmente as garantias de defesa agropecuária oferecidas pelo país.
Durante a visita, os auditores estrangeiros avaliaram os sistemas de produção, as ferramentas de rastreabilidade, os protocolos de controle de pragas e os mecanismos oficiais de certificação emitidos pelo governo brasileiro.
A delegação cubana inspecionou áreas produtivas e estruturas de consolidação (packing houses) em São Paulo, além de pomares de uva e maçã no Sul do país. Embora a pauta de negociações incluísse também lima ácida, laranja, uva e maçã, o limão-Tahiti foi a primeira cultura a ter a liberação concluída.
"Esse é o resultado de um trabalho que começa muito antes do embarque. É preciso atender aos protocolos, demonstrar a qualidade e a segurança da produção e construir confiança entre os países", afirmou Promicia.
Com o protocolo concluído, a expectativa dos exportadores é iniciar os primeiros embarques com destino à ilha caribenha nos próximos meses.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.



