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IAC impulsiona produção de maracujá para indústria e apoia agricultura familiar

Cultivares IAC 275 e IAC 1013 garantem rendimento de polpa acima de 50% e viram alternativa de renda rápida para pequenos e médios produtores

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IAC impulsiona produção de maracujá para indústria e apoia agricultura familiar
IAC/ Divulgação

O Instituto Agronômico (IAC-APTA), de Campinas (SP), vem consolidando a presença das cultivares de maracujá-azulado IAC 275 Maravilha e IAC 1013 Laureado no mercado fabril brasileiro. Voltadas para o processamento de sucos e polpas, as variedades combinam alto rendimento industrial com facilidade de manejo, tornando-se uma opção viável para a agricultura familiar.

Entre 2025 e o primeiro semestre de 2026, São Paulo liderou o ranking de plantio das cultivares industriais do IAC, seguido por Minas Gerais, Maranhão e Paraná. O alcance do material genético, no entanto, estende-se a pomares em produção ou formação no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Tocantins, Alagoas, Pernambuco, Pará, Bahia, Rondônia, Acre e Distrito Federal.

Em solo paulista, os cultivos concentram-se em municípios como Fartura, Americana, Bauru, Jundiaí, Sertãozinho e Guaratinguetá. Segundo o pesquisador do IAC/APTA José Luiz Hernandes, o apelo junto aos pequenos produtores deve-se à simplicidade do sistema de cultivo, que segue o mesmo padrão adotado para os frutos de mesa.

Foco no rendimento industrial

Ao contrário do mercado de frutos in natura, a indústria prioriza parâmetros químicos e eficiência de extração em vez do tamanho ou da aparência externa do maracujá. As cultivares do IAC atendem às exigências do setor ao registrar:

  • Rendimento de polpa: superior a 50% do peso do fruto.

  • Teor de sólidos solúveis: média acima de 12° Brix (alcançando até 17° Brix).

  • Coloração: alaranjado intenso.

  • Espessura da casca: fina, o que amplia o volume útil de polpa.

A recomendação técnica do IAC é o plantio consorciado com 50% da área destinada à cultivar IAC 275 Maravilha e 50% à IAC 1013 Laureado. A combinação otimiza os parâmetros de qualidade para o processamento de sucos concentrados, néctares e atendimentos a mercados de exportação.

Ciclo econômico e sustentabilidade

Por apresentar um ciclo relativamente rápido, a cultura do maracujá proporciona retorno financeiro ágil. Nas lavouras paulistas, a colheita diária se estende por cerca de seis meses ao ano, o que exige a proximidade de agroindústrias, cooperativas regionais ou estruturas familiares de processamento para viabilizar a logística e reduzir custos de frete.

Além do aproveitamento da polpa, a atividade gera subprodutos: sementes e cascas são destinadas à alimentação animal, enquanto extratos da planta abastecem os setores cosmético e fitoterápico.

O sucesso da lavoura também está atrelado ao manejo sustentável dos polinizadores naturais. Como as mamangavas são as principais responsáveis pela fecundação das flores, o IAC orienta que as pulverizações agrícolas sejam realizadas exclusivamente no período da manhã, preservando a atividade dos insetos, que ocorre à tarde. Em locais com menor presença de polinizadores, recomenda-se a polinização manual para garantir a produtividade e o peso dos frutos.

Para aquisição de sementes e materiais de propagação, o IAC atende pelo e-mail centro.frutas@sp.gov.br e fornece insumos para o Serviço de Produção de Sementes e Mudas da CATI.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.

 

 

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