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Dois casos de Febre Oropouche são registrados em Ipatinga

Quatro casos da doença foram registrados no estado. Dentre eles, três pacientes foram diagnosticados na região do Vale do Rio Doce

A Secretaria de Saúde do Estado (SES-MG) confirmou, na última sexta-feira (24), dois casos de febre oropouche em idosos na cidade de Ipatinga. A divulgação dos casos foi feita nesta quarta-feira (29) pela Secretaria Municipal de Saúde do município.

A doença é mais registrada no Norte do Brasil e apresenta poucos casos em Minas Gerais. Segundo apurado junto a Secretaria de Estado de Saúde, quatro casos foram confirmados em três cidades mineiras. Os dois pacientes acometidos pela doença em Ipatinga passam bem. Outras cidades que apresentaram casos são em Gonzaga, município também localizado na região do Vale do Rio Doce, e em Congonhas, região central do estado. Nenhum óbito foi registrado até 2023.

O Secretário de Saúde de Ipatinga, Walisson Medeiros, informou que inicialmente os casos foram notificados como dengue, mas durante a análise da Fundação Ezequiel Dias (FUNED), foi constatado os casos de febre oropouche. “Os sintomas são bem parecidos com os sintomas da dengue, como febre, dores musculares, dores sobre os olhos, entre outros”, detalhou.

O secretário ainda ressaltou algumas medidas preventivas que a população pode adotar para evitar a exposição ao vírus. “É importante evitar áreas com muitos mosquitos, usar roupas que cubram a maior parte do corpo, aplicar repelente nas áreas expostas da pele e manter a casa e os arredores limpos, pois a muriçoca prefere águas sujas”, explicou.

A médica infectologista, Carmelinda Lobato, detalha que sintomas são desagradáveis, mas que a doença não tem o histórico de mortalidade. Ainda segundo a médica, atualmente, não se dispõe de vacinas nem medicamentos antivirais específicos para prevenir ou tratar a infecção por oropouche. “O tratamento é feito com uso de analgésicos e reidratação, além de repouso”, informou.

Febre oropouche

A febre oropouche é causada pelo vírus Oropouche, um arbovírus do gênero Orthobunyavirus. O principal vetor é um mosquito do gênero Culicoides, conhecido como “maruim”, “borrachudo” ou mosquito “pólvora”, que se reproduz em lugares alagados, como beira de córregos e cachoeiras, e onde existe matéria orgânica em decomposição (madeiras apodrecidas, touceiras de bananeira e fezes de animais).

Leia a nota da SES na íntegra

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informa que o estado não registrou casos ou óbitos por febre oropouche até o ano de 2023. Em maio de 2024, o Laboratório Central de Saúde Pública, da Fundação Ezequiel Dias (Funed), identificou quatro amostras detectáveis para o agravo, a partir de análises clínicas que apresentaram resultados não detectáveis para dengue, zika e chikungunya.

Entre os casos identificados em Minas Gerais, dois estão localizados no município de Ipatinga, pertencente à Unidade Regional de Saúde (URS) de Coronel Fabriciano, um em Gonzaga, na URS Governador Valadares, e um no município de Congonhas, na URS Barbacena.

A SES-MG por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Estado de Minas Gerais (Cievs-Minas) está acompanhando a evolução dos casos e conduz a devida investigação epidemiológica no estado.

Mais informações sobre a doença, sintomas, prevenção e tratamento estão disponíveis na matéria publicada.

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