Therians, furries e saúde mental: existem problemas psicológicos por trás?

Pesquisas não apontam maior índice de transtornos, mas especialistas ainda estudam o fenômeno

A cultura dos therians é alvo de debate nas redes sociais

Uma das maiores polêmicas em torno dos therians e furries envolve a saúde mental. Há quem associe automaticamente a identificação como animal a algum transtorno psicológico. No entanto, os dados científicos disponíveis até agora não confirmam essa relação.

De acordo com relatório um relatório de IARP (Inventário para Avaliação de Riscos Psicossociais) citado pelo jornal americano New York Post em 2023, índices de ansiedade, depressão e outros transtornos de humor não são mais comuns entre furries do que na população em geral. Também não há evidências de maior incidência de TDAH, uso de medicação psicotrópica ou diagnósticos médicos específicos nesse grupo.

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No caso dos therians, ainda não existem estudos conclusivos que determinem se há ou não ligação direta com transtornos mentais. Até o momento, o fenômeno não é classificado oficialmente como doença. Em muitos casos, é encarado como uma forma de autoidentificação que não envolve perda de contato com a realidade nem prejuízo a terceiros.

Especialistas destacam que cada situação deve ser analisada individualmente. Quando a identificação interfere na vida social, profissional ou emocional da pessoa, o acompanhamento psicológico pode ser recomendado.

Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

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