Quais são os benefícios para a saúde de uma dieta sem farinhas refinadas
Alternativas como farinha de amêndoas oferecem nutrientes e podem ajudar na saciedade, mas especialistas alertam sobre riscos de restrição total

Nos últimos anos, seguir uma dieta sem farinhas, sobretudo as refinadas (farinhas brancas), mais tradicionais, tornou-se tendência entre quem busca emagrecer ou melhorar a saúde geral. Embora seja essencial para pessoas com doenças como celíaca ou intolerância ao glúten, muitos aderem mesmo sem diagnóstico médico.
Entre as substituições recomendadas estão farinhas integrais de leguminosas (como grão-de-bico e ervilha) e de oleaginosas, como a farinha de amêndoas, que oferece gorduras saudáveis, proteínas e fibra, melhorando o perfil nutricional da dieta.
No entanto, eliminar completamente as farinhas exige cautela. Os carboidratos são a principal fonte de energia para músculos, metabolismo e funções vitais do cérebro e do coração. A retirada abrupta pode provocar fadiga, queda de desempenho, dores de cabeça e irritabilidade, caracterizando o chamado síndrome de abstinência de carboidratos.
A longo prazo, restrições severas podem comprometer o equilíbrio metabólico e reduzir a capacidade cognitiva. Especialistas recomendam que, em vez de zerar o consumo, o ideal é priorizar versões menos processadas e nutritivas.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



