UNIFAL-MG desenvolve novo método para criar nanopartículas de ouro

Técnica inédita de “escrita direta a laser” em campus de Poços de Caldas permite controle preciso de partículas 100 mil vezes menores que um fio de cabelo.

Processo, chamado de “escrita direta a laser”, utiliza um laser ultravioleta sobre um filme plástico transparente que contém sal de ouro.

Pesquisadores do Laboratório de Espectroscopia Óptica e Fotônica (LEOF) da UNIFAL-MG, em Poços de Caldas, apresentaram um método inovador para a fabricação de nanopartículas de ouro. O estudo, parte do doutorado de Richard Silveira Pereira, sob orientação do professor Marcelo Gonçalves Vivas, permite o controle rigoroso do tamanho, forma e densidade do metal em escala nanométrica.

O processo, chamado de “escrita direta a laser”, utiliza um laser ultravioleta sobre um filme plástico transparente que contém sal de ouro. Ao ajustar a potência e a velocidade do laser, o material atinge um estado ionizado, permitindo que os átomos do metal se aglomerem em partículas minúsculas, cerca de 100 mil vezes menores que a largura de um fio de cabelo humano.

A tecnologia tem aplicações promissoras na área da saúde e tecnologia. Segundo o pesquisador Richard Pereira, estudos com nanopartículas já são aplicados no combate ao câncer e no diagnóstico precoce do Alzheimer. Na área tecnológica, o método pode ser usado para criar telas de altíssima resolução e sensores ultrassensíveis para detectar vírus, bactérias e poluentes na água.

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O estudo também utilizou simulações baseadas no “efeito plasmônico”, fenômeno onde a luz faz os elétrons na superfície do metal vibrarem de forma sincronizada. O grupo, que conta com apoio da CAPES, CNPq e FAPEMIG, planeja agora aplicar a técnica em outros materiais, como a prata, para explorar novas possibilidades em sensores.

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