Neste 20 de janeiro, o Dia Mundial do Queijo é celebrado com números históricos para a agroindústria mineira.
A voz da tradição em Alagoa
No coração dessa produção está Alagoa, a “Cidade do Queijo”. O produtor do queijo Oswaldinho, Osvaldo Martins de Barros Filho, cujo produto foi destaque em um concurso francês no ano passado, ressalta que a tradição é o alicerce do município.
Produtor Osvaldo Martins de Barros Filho, teve seu queijo reconhecido até na França.
“Falar de queijo aqui em Alagoa é falar de cultura, história e tradição. Há 100 anos, o italiano Pascoal Popa começou a fazer o queijo aqui em Alagoa e essa tradição vem sendo passada de pai para filho. Nós temos mais vacas do que gente aqui em Alagoa. É uma produção média de 3 toneladas de queijo por dia, segundo o Censo Agro do IBGE em 2016”, afirma o produtor.
A força econômica dos laticínios
Para além da cultura, o setor de laticínios demonstra robustez comercial. Segundo o Sebrae, o Sul de Minas concentra 1.359 negócios ativos, sustentados majoritariamente por pequenos empreendedores. A cadeia produtiva abrange desde a fabricação de queijos e manteigas até o comércio atacadista e o varejo de frios.
A estrutura do mercado regional é composta por:
- Microempresas (ME): 43,05%;
- Microempreendedores Individuais (MEIs): 39,66%;
- Médio e grande porte: 9,42%;
- Empresas de pequeno porte (EPP): 7,87%.
No ranking municipal, Poços de Caldas lidera com 60 negócios, seguida por Andradas (49), Itamonte (42), Pouso Alto (42), São Lourenço (41) e Varginha (31). Esse cenário reflete a capacidade de agregar valor à matéria-prima por meio de processos que respeitam a identidade regional, unindo a tradição artesanal ao avanço do comércio em Minas Gerais.