Dia Mundial do Queijo: a tradição e a força do setor no Sul de Minas

No Dia Mundial do Queijo, o Sul de Minas celebra a marca de 1,3 mil negócios de laticínios e a tradição centenária de Alagoa, que conquistou reconhecimento internacional.

O produtor do queijo Oswaldinho, Osvaldo Martins de Barros Filho, cujo produto foi destaque em um concurso francês no ano passado, ressalta que a tradição é o alicerce de Alagoa.

Neste 20 de janeiro, o Dia Mundial do Queijo é celebrado com números históricos para a agroindústria mineira. Um levantamento inédito da Emater-MG revela que, em 2025, Minas Gerais produziu 43 mil toneladas de queijo, consolidando o setor como pilar econômico em mais de 800 municípios. O grande destaque são os queijos artesanais, que somaram 32,1 mil toneladas, liderados pelo Queijo Minas Artesanal (QMA), recentemente reconhecido pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

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A voz da tradição em Alagoa

No coração dessa produção está Alagoa, a “Cidade do Queijo”. O produtor do queijo Oswaldinho, Osvaldo Martins de Barros Filho, cujo produto foi destaque em um concurso francês no ano passado, ressalta que a tradição é o alicerce do município.

Produtor Osvaldo Martins de Barros Filho, teve seu queijo reconhecido até na França.

“Falar de queijo aqui em Alagoa é falar de cultura, história e tradição. Há 100 anos, o italiano Pascoal Popa começou a fazer o queijo aqui em Alagoa e essa tradição vem sendo passada de pai para filho. Nós temos mais vacas do que gente aqui em Alagoa. É uma produção média de 3 toneladas de queijo por dia, segundo o Censo Agro do IBGE em 2016”, afirma o produtor.

A força econômica dos laticínios

Para além da cultura, o setor de laticínios demonstra robustez comercial. Segundo o Sebrae, o Sul de Minas concentra 1.359 negócios ativos, sustentados majoritariamente por pequenos empreendedores. A cadeia produtiva abrange desde a fabricação de queijos e manteigas até o comércio atacadista e o varejo de frios.

A estrutura do mercado regional é composta por:

  • Microempresas (ME): 43,05%;
  • Microempreendedores Individuais (MEIs): 39,66%;
  • Médio e grande porte: 9,42%;
  • Empresas de pequeno porte (EPP): 7,87%.

No ranking municipal, Poços de Caldas lidera com 60 negócios, seguida por Andradas (49), Itamonte (42), Pouso Alto (42), São Lourenço (41) e Varginha (31). Esse cenário reflete a capacidade de agregar valor à matéria-prima por meio de processos que respeitam a identidade regional, unindo a tradição artesanal ao avanço do comércio em Minas Gerais.

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