O ufólogo Vitório Pacaccini, que investiga o Caso ET de Varginha desde o seu início, destaca que este é um dos episódios mais documentados da ufologia mundial, conectando a zona rural ao perímetro urbano do Sul de Minas. A movimentação atípica teria começado muito antes do dia 20 de janeiro de 1996, data que marcou o auge do caso. Já na madrugada do dia 13 de janeiro, o casal Eurico e Oralina Freitas, residentes em uma fazenda entre Varginha e Três Corações, relatou comportamentos estranhos no gado e o avistamento de um objeto voador em formato de charuto sobrevoando o pasto.
Apesar do ceticismo que ainda paira sobre o episódio, Pacaccini argumenta que a riqueza de detalhes e a convergência de depoimentos conferem credibilidade ao evento. Segundo o ufólogo, os avistamentos não se limitaram a civis, mas envolveram profissionais de saúde e supostas movimentações militares. Ele destaca a importância de figuras técnicas que teriam tido contato direto com o caso, afirmando: “São muitos depoimentos. Veio a se somar o depoimento muito contundente do doutor Fortunato, que fez a autópsia do corpo do Marco Eli Chereze, o soldado que morreu; o próprio doutor Janine, o patologista, que analisou a contingência clínica do soldado; e, mais recentemente, o doutor Ítalo Venturelli, que esteve frente a frente com uma dessas criaturas dentro do Hospital Regional”.
ET vive no imaginário da cidade. Criatura já recebeu inúmeras releituras em artes de rua, artesanato e estátuas.
A jornalista Margarida Hallacoc, uma das primeiras profissionais a cobrir o fenômeno na região e autora de um livro sobre o tema, destaca a amplitude das ocorrências e reforça que os relatos vieram de pontos distintos. Em entrevista à Itatiaia Sul de Minas, ela afirmou: “Algo aconteceu aqui, foram muitos desdobramentos, relatos, muita gente. Não é possível que todo mundo estava inventando uma história. Eu acho que não. Eu prefiro acreditar nas pessoas”.
Comparado internacionalmente ao Caso Roswell (1947), nos Estados Unidos, o episódio mineiro diferencia-se pela base testemunhal. Enquanto o caso no Novo México é frequentemente associado a evidências físicas, Varginha é sustentada por uma rede complexa de observadores. Além das irmãs Liliane e Valquíria e da amiga Kátia, Pacaccini afirma que militares participaram das operações de captura.
Criatura teria sido atendida no Hospital Regional.
O ufólogo conclui reforçando a solidez das provas colhidas ao longo das décadas: “Os depoimentos são muito contundentes, são muitas pessoas que participaram diretamente das operações de captura dessas criaturas. Então, a nossa convicção é plena. E ainda sabemos que tem outras informações que estão por vir, muito em breve”.
Caso faz parte da identidade de Varginha.