Às vésperas do Dia Mundial do Queijo, celebrado em 20 de janeiro, a Emater-MG divulgou um levantamento inédito sobre a produção da agroindústria familiar mineira. Em 2025, o estado alcançou a marca de 43 mil toneladas de queijo produzidas, consolidando o setor como um pilar econômico e cultural em mais de 800 municípios.
O levantamento aponta que Minas Gerais conta com 12,5 mil empreendimentos individuais na agroindústria familiar. Embora a produção inclua variedades com leite pasteurizado, como muçarela e minas frescal, o destaque principal são os queijos artesanais, feitos a partir de leite cru, que somaram 32,1 mil toneladas no último ano.
O Queijo Minas Artesanal (QMA) lidera este segmento, com 18,4 mil toneladas produzidas por 3,5 mil agroindústrias familiares. O modo de fazer o QMA foi reconhecido recentemente pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, abrangendo dez regiões tradicionais, como Canastra, Serro e Araxá.
O vice-governador Mateus Simões destacou que a fabricação de excelência torna o estado uma referência mundial. Segundo a Emater-MG, a produção artesanal funciona como um salto estratégico para a diversificação econômica, agregando valor ao leite e promovendo o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais.
Além do Queijo Minas Artesanal, o estado possui outras seis regiões reconhecidas por tipicidades como o Queijo Alagoinha, o Requeijão Moreno e o Queijo Cabacinha. O trabalho da Emater foca na capacitação desses produtores para garantir a qualidade e a inserção dos produtos em mercados formais.