Acidentes na MGC-491 caem 11% após investimentos em infraestrutura

Balanço de 2025 aponta redução de ocorrências e de mortes na malha viária do Sul de Minas; concessionária alerta para alto índice de falta do cinto de segurança.

Apesar da melhora na estrada, o comportamento dos motoristas ainda preocupa. Um levantamento da EPR Vias do Café mostra que metade dos caminhoneiros que passam pela região não usa o cinto de segurança.

A MGC-491, principal eixo viário administrado pela EPR Vias do Café, registrou uma redução de 11% no número de acidentes ao longo de 2025. O balanço abrange os 230 quilômetros concessionados da rodovia, que conecta cidades estratégicas como Varginha, Três Corações e Alfenas. Considerando todas as seis rodovias sob gestão da concessionária, a queda em acidentes com óbitos foi ainda maior, chegando a 20%.

Os resultados são atribuídos a um investimento de mais de R$ 517 milhões realizados desde julho de 2024. As intervenções incluíram a restauração do pavimento, reforço de sinalização e iluminação em pontos críticos, como o Trevo da Walita, no quilômetro 248. Segundo a concessionária, o foco das melhorias foi aumentar a visibilidade e orientar o tráfego para que os motoristas reduzam a velocidade.

Para o diretor-executivo da concessionária, José Salim, as ações são precedidas por análises técnicas e diálogo com as comunidades. “Nossa missão é entender as principais demandas para adequar o sistema rodoviário”, afirma. Breno Longobucco, diretor-geral da Artemig, reforça que a combinação entre infraestrutura e estratégias de segurança gera resultados concretos na preservação de vidas.

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Apesar da redução nos acidentes, o descaso com itens de segurança ainda preocupa. Levantamentos da concessionária indicam que 25% dos passageiros de veículos leves viajam sem o cinto. Entre os caminhoneiros, o índice é alarmante: 50% trafegam sem o dispositivo. Para 2026, a concessionária planeja intensificar campanhas educativas para reverter esse comportamento de risco.

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