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Vacina do Butantan contra dengue: o que acontece com as doses que estão nas unidades de saúde?

Governo adquiriu quase 4 milhões de doses do componente e 500 mil delas já foram aplicadas pelo país; mais de 40 reações severas são investigadas

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Divulgação | Governo de SP

Com a suspensão temporária da vacina contra a dengue do Instituto Butantan anunciada pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (8), uma das principais dúvidas é o destino das doses já distribuídas para postos de saúde e centros de vacinação em todo o país. Segundo o Governo Federal, o país comprou, em dezembro do ano passado, cerca de 3,9 milhões de doses do imunizante. 

Embora o ministério ainda não tenha divulgado detalhes operacionais sobre os estoques existentes nos municípios, o procedimento padrão em situações semelhantes é a interrupção imediata das aplicações e o bloqueio preventivo das doses remanescentes até a conclusão das análises técnicas. Na prática, isso significa que as vacinas normalmente permanecem armazenadas nas condições adequadas de conservação, sem serem utilizadas, até que o governo federal decida pela liberação ou recolhimento dos lotes.

A medida de suspensão foi adotada após o registro de 42 eventos adversos graves e duas mortes sob investigação entre cerca de 500 mil pessoas já vacinadas. O número equivale a cerca de oito casos para cada 100 mil doses aplicadas. As autoridades sanitárias ainda apuram se existe relação entre os casos e o imunizante.

E quem já tomou a vacina? 

Quem já recebeu a vacina não deve concluir que houve um problema comprovado com o imunizante. O Ministério da Saúde reforça que a investigação busca justamente determinar se os eventos registrados foram causados pela vacina ou se ocorreram apenas de forma coincidente após a imunização. Nos estudos clínicos realizados antes da aprovação pela Anvisa, a Butantan-DV passou por avaliações de segurança e eficácia com milhares de participantes. O monitoramento continuou após o início da vacinação em larga escala, como ocorre com todas as vacinas utilizadas pelo SUS. 

O ministro da saúde, Alexandre Padilha, também buscou tranquilizar os profissionais que já receberam o imunizante, destacando os resultados de eficácia apresentados pela vacina: "Quero reforçar para as pessoas que tomaram a vacina que os dados mostram sua eficácia. Quem tomou a vacina está protegido. Os estudos demonstram proteção contra os quatro sorotipos da dengue. Vamos acompanhar especialmente quem recebeu a dose nos últimos 21 dias para identificar qualquer possível evento adverso."

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.