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Por que a pele coça mais durante o inverno? Especialista responde

Biomédico explica como combater a coceira e formas de evitar

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É comum que a pele fique mais ressecada e apresente coceira durante o inverno. Segundo Thiago Martins, biomédico e mestre em Medicina Estética, "nessa época do ano, a umidade relativa do ar costuma ficar mais baixa, as temperaturas caem e os banhos tendem a ser mais quentes e demorados. Esses fatores comprometem a barreira de proteção natural da pele, favorecendo a perda de água e levando ao ressecamento, que é uma das principais causas da coceira".

O especialista explica que a pele possui uma camada lipídica responsável por manter a hidratação. "Quando essa barreira é danificada, a pele fica mais seca, sensível e suscetível a irritações. Além da coceira, é comum surgirem descamação, sensação de repuxamento e até pequenas fissuras, que podem causar desconforto e aumentar o risco de infecções", afirma.

Quem já convive com doenças de pele costuma sofrer ainda mais nessa época do ano. "Pessoas que têm dermatite atópica, psoríase e eczema costumam sentir um agravamento dos sintomas durante o inverno", destaca Thiago Martins. Segundo ele, a coceira pode formar um ciclo difícil de interromper, já que "o ato de coçar provoca novas lesões e perpetua o processo inflamatório".

Para reduzir o problema, o biomédico recomenda mudanças simples na rotina. "Banhos muito quentes removem a camada de gordura que protege a pele, sabonetes com alto poder detergente podem aumentar o ressecamento e o uso insuficiente de hidratantes favorece a perda contínua de água", explica. Ele orienta optar por banhos mornos e rápidos, usar sabonetes suaves e aplicar hidratante logo após o banho, quando a pele ainda está levemente úmida.

Thiago Martins alerta, porém, que nem toda coceira está relacionada apenas ao frio. "Quando o sintoma é intenso, persistente, interfere no sono ou vem acompanhado de lesões, vermelhidão importante ou feridas, a avaliação profissional é fundamental", afirma. "Em alguns casos, ela pode ser o primeiro sinal de doenças da pele ou até mesmo de alterações sistêmicas que também merecem investigação".

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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