O aumento de
Em 2025, foram contabilizados
A maior concentração de casos está na América do Norte. Em 2025, México (6.428), Canadá (5.436) e Estados Unidos (2.242) responderam por cerca de 95% das notificações no continente. Em 2026, os três países somam 948 registros, o equivalente a 92% dos casos nas Américas.
Segundo a Opas, a maioria das pessoas infectadas não tinha histórico de vacinação. Nos Estados Unidos, 93% dos casos ocorreram entre não vacinados ou pessoas com situação vacinal desconhecida. No México, esse percentual foi de 91,2%, e no Canadá, de 89%.
Para a entidade, “o aumento acentuado dos casos de sarampo na região das Américas durante 2025 e no início de 2026 constitui um sinal de alerta que requer uma ação imediata e coordenada por parte dos Estados Membros”. Em novembro do ano passado, a Opas retirou do continente o certificado de região livre da transmissão do sarampo.
Situação no Brasil
No Brasil, foram registradas
Apesar do aumento, o país mantém o status de território livre da circulação do vírus. De acordo com a Opas, dos casos registrados em 2025, dez foram importados, 25 relacionados à importação e três tiveram fonte de infecção desconhecida.
As notificações ocorreram no Distrito Federal (1), Maranhão (1), Mato Grosso (6), Rio de Janeiro (2), São Paulo (2), Rio Grande do Sul (1) e Tocantins (25).
Vigilância e risco
O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, avalia que o surto em países da América do Norte ocorre em um momento em que o Brasil conseguiu retomar o controle da doença. Ele lembra que o país recuperou, em 2024, o
Apesar disso, Kfouri alerta para o risco constante de reintrodução da doença no país. “Voos diários do Canadá, México e Estados Unidos fazem com que seja inevitável a entrada de alguém com sarampo no nosso território”, afirmou à Agência Brasil. Segundo ele, o principal desafio é
Doença e prevenção
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, que pode causar complicações graves e levar à morte. Os sintomas incluem febre, tosse, coriza, perda de apetite, conjuntivite e manchas vermelhas na pele, que geralmente começam no rosto e se espalham pelo corpo. Em casos mais graves, a infecção pode provocar cegueira, pneumonia e encefalite.
A vacinação é a principal forma de prevenção e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O esquema inclui duas doses da vacina tríplice viral, aplicadas aos 12 e aos 15 meses de idade. Pessoas de até 59 anos que não tenham comprovante de vacinação ou esquema completo devem atualizar a caderneta.
Dados preliminares do Ministério da Saúde indicam avanço da cobertura vacinal em 2025. A imunização com a tríplice viral subiu de 80,7% para 93,78% em relação a 2022, enquanto a dose de reforço passou de 57,6% para 78,9%. A Sociedade Brasileira de Imunizações destaca que a cobertura ideal para evitar surtos é de 95%.
Recomendações e ações
Entre as recomendações da Opas estão o reforço da vigilância epidemiológica, a intensificação da vacinação de rotina, a busca ativa de casos em comunidades e instituições e ações complementares para reduzir lacunas de imunidade.
Em nota, o Ministério da Saúde informou que tem orientado estados e municípios a ampliar a vigilância, investigar rapidamente casos suspeitos e reforçar as campanhas de vacinação. A pasta destacou que, em 2025, intensificou a imunização em regiões de fronteira, especialmente com a Bolívia, além de doar mais de 640 mil doses da vacina ao país vizinho.
Também houve reforço das ações em municípios fronteiriços com Argentina e Uruguai e em cidades turísticas e de grande circulação.
* Com informações de Agência Brasil