Sarampo: Brasil volta a receber status de país livre da doença

O país havia perdido a classificação em 2019, quando casos de sarampo voltaram a ser registrados

Sarampo

O Brasil voltou a receber o certificado de país livre do sarampo, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O país havia perdido a classificação em 2019, quando casos de sarampo voltaram a ser registrados. O último caso da doença ocorreu em 2022, no Amapá.

De acordo com o infectologista do Hospital Vila da Serra, Cristiano Galvão, o sarampo é uma doença infecciosa aguda e extremamente contagiosa. Comum na infância, começa simulando um resfriado, machas pelo corpo e pode evoluir para casos mais graves causando lesões pulmonares e cerebrais, em alguns casos, pode levar à morte.

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Sintomas

- Febre

- Coriza

- Conjuntivite

- Tosse (em alguns casos)

- Manchas vermelhas pelo corpo (após 3 a 4 dias com a doença)

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Prevenção

“A principal forma de prevenção do sarampo é a vacinação. Temos visto casos que voltaram a aparecer no mundo devido à baixa cobertura vacinal. A estimativa é que a cobertura esteja acima de 90% para o vírus parar de circular. Antes da introdução da vacina nós tínhamos cerca de 2 milhões de mortes, por ano, no mundo, por causa do sarampo. É uma vacina segura e eficaz e a gente precisa estimular a população a manter a vacinação em dia”, conclui Cristiano Galvão, infectologista do Hospital Vila da Serra.

A presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Mônica Levi, comemorou a notícia, mas disse, em nota, que a manutenção do status depende de mobilização constante, uma vez que o vírus continua a circular em outras nações. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em todo o planeta, foram confirmados mais de 320 mil episódios de sarampo em 2023. “Perder o certificado, algo que o histórico recente mostra não ser impossível, seria um grande retrocesso. Estamos no caminho certo, mas precisamos estar atentos e redobrar os nossos esforços, até porque o sarampo não é a única doença com a qual devemos nos preocupar. Evoluímos bastante, mas boa parte das vacinas, a exemplo da que previne a pólio, permanece com a cobertura aquém do desejado”, pondera.


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Jornalista formada pelo Uni-BH, em 2010. Começou no Departamento de Esportes. No Jornalismo passou pela produção, reportagem e hoje faz a coordenação de jornalismo da rádio Itatiaia.

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