Férias chegando: cuidado com a insolação e com a desidratação

Insolação e desidratação estão intimamente interligadas, segundo especialista

Insolação grave tem alto nível de mortalidade, alerta cardiologista.

O verão já começou e as férias também, por isso, é necessário ter muito cuidado nas idas à praia ou piscina: manter uma rotina de hidratação e de proteção pode evitar diversos problemas, como a insolação e a desidratação, por exemplo.

Segundo a geriatra Simone de Paula Pessoa Lima, a insolação é causada pela exposição prolongada ao calor intenso, geralmente associada à exposição direta ao sol, o que leva à falha dos mecanismos do corpo responsáveis pelo controle de temperatura.

Para evitá-la, de acordo com a especialista, é fundamental reduzir a exposição direta ao sol, sobretudo no horário das 10h às 16h, quando a radiação solar é mais intensa.

“Recomenda-se utilizar chapéus ou bonés, óculos escuros, roupas leves e claras, além de protetor solar com reaplicação regular. Permanecer em locais ventilados ou sob sombra, fazer pausas frequentes fora do sol e manter hidratação adequada ao longo do dia são medidas essenciais. Crianças, pessoas idosas e pessoas com doenças crônicas exigem atenção redobrada, pois são mais vulneráveis aos efeitos do calor excessivo”, explicou a médica.

A principal forma de prevenir a insolação é hidratar-se ao longo do dia, evitar exposição prolongada ao sol e ao calor excessivo, usar roupas adequadas, buscar ambientes ventilados ou com sombra e respeitar os limites do corpo em atividades físicas.

“A alimentação leve, rica em frutas e verduras, também contribui para a reposição de líquidos e sais minerais. Em pessoas idosas, crianças e pessoas com doenças crônicas, essas medidas devem ser reforçadas, com vigilância contínua”, afirmou a médica.

Leia também

Desidratação

Já a desidratação, conforme a geriatra, ocorre quando há uma perda maior de líquidos do que a ingestão. Ela costuma ocorrer em dias quentes devido ao aumento da sudorese, principalmente se não houver a reposição adequada.

Durante as viagens, ingerir uma quantidade regular de líquidos, mesmo sem sede, é essencial.

“Para a população geral, recomenda-se ingerir cerca de 2 a 2,5 litros de água por dia, podendo ser necessário aumentar esse volume no verão, especialmente em situações de calor intenso ou atividade física. Em pessoas idosas, a recomendação deve ser individualizada, mas geralmente orienta-se aproximadamente 25 a 30 ml de líquidos por quilo de peso corporal por dia, respeitando condições clínicas específicas”, especificou Simone.

A médica recomendou levar água acessível durante todo o trajeto da viagem, evitar períodos longos sem beber líquidos e reduzir o consumo de bebidas alcoólicas ou com cafeína, que podem aumentar a perda de água.

“Em viagens longas, especialmente em ambientes quentes ou com ar-condicionado, deve-se reforçar a hidratação e observar sinais precoces de desidratação, como boca seca, urina escura e diminuição do volume urinário”, destacou.

Insolação e desidratação estão associadas?

De acordo com a médica, a insolação e a desidratação estão “intimamente ligadas”, isso porque a desidratação prejudica a capacidade do organismo de resfriar a si mesmo através do suor, o que facilita o aumento da temperatura interna, principal causa da insolação.

“Em ambientes quentes e úmidos, a reposição inadequada de líquidos torna-se o principal fator de risco, transformando a desidratação em um gatilho direto para quadros graves de insolação”, explicou.

Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

Ouvindo...