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Farmacinha de casa: veja o que ter para primeiros socorros e como usar

Farmacêutico aponta itens essenciais, como usá-los e cuidados

Por
Farmácia Araújo
PlayP

Uma “farmacinha de casa” bem montada pode ajudar a lidar com pequenos acidentes nos primeiros minutos, mas é importante saber o que realmente vale a pena ter por perto e o que deve ser evitado. A orientação ganha destaque neste sábado (12), quando é celebrado o Dia Mundial dos Primeiros Socorros.

Segundo Hairton Guimarães, farmacêutico e consultor técnico da Araujo, os itens básicos são mais simples do que se imagina. Gaze estéril, esparadrapo ou fita microporosa, curativos adesivos, ataduras, soro fisiológico, antisséptico à base de clorexidina, termômetro digital, luvas descartáveis e bolsa térmica estão entre os produtos recomendados.

“A gaze é de uso único. Aberta ou aplicada, vai para o lixo. Reaproveitar uma gaze é introduzir contaminação em uma ferida que estava limpa”, explica o farmacêutico.

Os medicamentos exigem mais cautela. Analgésicos, como dipirona e paracetamol, e antialérgicos, como loratadina, podem compor a farmacinha, mas o uso não deve ser automático. “Antes de usar qualquer medicamento por conta própria, converse com um médico ou farmacêutico. Existem contraindicações e interações com o que a pessoa já toma”, orienta o especialista.

Também é importante escolher corretamente o local adequado para guardar a farmacinha será guardada. Os medicamentos devem permanecer nas embalagens originais, em ambiente fresco e seco, e fora do alcance de crianças. O ideal é mantê-los em um armário alto e, preferencialmente, trancado.

Na hora de prestar os primeiros socorros, alguns hábitos comuns podem agravar a situação. Aplicar álcool ou água oxigenada sobre ferimentos abertos, passar creme dental, manteiga ou pó de café em queimaduras, aplicar gelo diretamente na pele e usar algodão sobre cortes são práticas que devem ser evitadas.

Medicamentos vencidos também exigem atenção. Não devem ser descartados no lixo comum nem despejados na pia. O descarte deve ser feito em pontos de coleta, geralmente disponíveis em farmácias, para evitar riscos à saúde e ao meio ambiente.

A farmacinha, no entanto, não substitui o atendimento médico. Ferimentos profundos ou muito abertos, sangramentos que não param após alguns minutos de compressão, queimaduras extensas ou com bolhas e lesões no rosto, pescoço, região genital ou perto dos olhos precisam de avaliação. Em caso de suspeita de intoxicação, a orientação é buscar atendimento imediatamente e levar a embalagem ou uma foto do produto ingerido.

“Uma farmacinha bem montada serve para atravessar os primeiros minutos com segurança. Ela não substitui o atendimento médico, e insistir em resolver em casa é o que costuma transformar um caso simples em um caso grave”, conclui Hairton Guimarães.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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