Cuidado, Virginia! Diamante no dente gera risco e exige higiene redobrada
Saiba como aplicar e cuidar de joias dentárias para evitar placa e cárie. Conheça os riscos e a importância da supervisão profissional.

Virginia Fonseca exibiu nas redes sociais um diamante em formato de V aplicado sobre seus dentes, inicial dela e do namorado Vini Jr. A influenciadora explicou que havia feito um desenho semelhante no Carnaval e decidiu repetir o adorno por considerar o resultado bonito.
O procedimento de aplicação de joias dentárias funciona como uma colagem semipermanente e exige protocolos específicos de higiene para prevenir acúmulo de restos alimentares. Especialistas alertam que irregularidades ao redor da peça podem favorecer infiltrações e problemas bucais quando a limpeza não é adequada.
Como funciona a aplicação de joias dentárias
O processo de fixação de adornos nos dentes segue técnica similar à colagem de aparelhos ortodônticos. O profissional realiza limpeza e isolamento do dente antes de fazer condicionamento controlado da superfície do esmalte.
Segundo o cirurgião-dentista Flávio Pinheiro, a joia é fixada com adesivo odontológico e resina composta. O material passa por endurecimento com luz azul através de fotopolimerizador odontológico.
Normalmente o procedimento dispensa perfuração ou desgaste com broca para a colocação das peças. A técnica preserva a estrutura dentária original quando executada corretamente.
Valores variam conforme tipo de material e design
Uma joia dental simples de cristal costuma custar entre R$ 600 e R$ 1.000, já incluindo a aplicação. Peças de ouro, desenhos personalizados ou pedras preciosas podem ultrapassar R$ 1.000.
Conforme explica Pinheiro, diamantes verdadeiros elevam significativamente o investimento. O valor pode alcançar milhares de reais dependendo do tamanho, da pureza e do design escolhido.
Não existe tabela fixa de preços no mercado. Cada caso recebe orçamento individualizado conforme as características da joia e a complexidade da aplicação.
Riscos de acúmulo de placa quando a higiene falha
Irregularidades ao redor da peça podem favorecer o acúmulo de restos de alimentos. Quando a higiene bucal não é bem executada, podem surgir infiltrações na região da resina aplicada.
Pinheiro aponta riscos de manchas, desmineralização do esmalte e cárie ao redor da joia. A falta de limpeza adequada também pode provocar inflamação gengival e mau hálito.
Carlos Reis, cirurgião-dentista da Belune Odontologia em Brasília, ressalta que a joia por si só não provoca esses problemas. O adorno pode favorecer o acúmulo de placa apenas se a higienização não for adequada.
Técnica correta de escovação para quem usa joias dentárias
A escovação exige cuidados específicos para preservar a integridade da peça e da superfície dentária. É preciso usar escova macia e escovar no sentido da gengiva para o dente, conforme orienta Reis.
O movimento correto remove a sujeira sem aplicar força excessiva sobre a superfície dentária. A técnica adequada previne danos tanto ao dente quanto ao adorno fixado.
A remoção da placa bacteriana ao redor da joia demanda atenção redobrada durante a higiene. Áreas de difícil acesso merecem cuidado especial na limpeza diária.
Avaliação prévia da saúde bucal é obrigatória
Antes da aplicação, o profissional precisa avaliar as condições de saúde bucal do paciente. O procedimento não deve ser realizado sobre dentes com cárie, desmineralização ou trincas.
Pessoas com doença gengival ativa precisam tratar o problema antes de colocar a joia. A condição inflamatória precisa estar controlada para evitar complicações.
Pacientes com bruxismo ou hábito de morder objetos merecem atenção especial. Nesses casos existe maior risco de desprendimento ou fratura do adorno, segundo Pinheiro.
Cuidados especiais com dentes restaurados ou com facetas
Dentes com restaurações, facetas ou coroas exigem indicação individualizada. A adesão da joia a materiais que não são o esmalte natural pode apresentar comportamento diferente.
A retirada do adorno também exige cuidados específicos nesses casos. Reis alerta que no ato da remoção pode ocorrer dano à superfície da faceta, seja ela em porcelana ou em resina.
Pacientes com trabalhos estéticos prévios devem informar o dentista sobre todos os procedimentos já realizados. Essa informação permite planejamento adequado da aplicação e da futura remoção.
Procedimento não é totalmente reversível
Pinheiro evita classificar o procedimento como totalmente reversível. Mesmo uma aplicação correta envolve condicionamento microscópico e controlado da superfície do esmalte.
Problemas durante a aplicação ou a retirada podem deixar consequências permanentes. Entre as situações de risco estão o uso de materiais inadequados, o desgaste excessivo e a remoção caseira.
O surgimento de cárie ao redor da joia e a fratura do adorno também representam riscos. Nesses casos podem ocorrer manchas, sensibilidade, perda de esmalte e eventualmente necessidade de restauração.
Alerta sobre aplicação sem supervisão profissional
O principal alerta é não realizar esse procedimento em casa ou estabelecimentos sem supervisão odontológica, enfatiza Pinheiro. Adesivos não desenvolvidos para uso bucal representam risco grave.
Nunca se deve usar cola de unha ou qualquer tipo de adesivo improvisado. Materiais inadequados podem causar danos irreversíveis ao esmalte e à saúde bucal.
A aplicação caseira ou em estabelecimentos não qualificados aumenta drasticamente o risco de complicações. Apenas cirurgiões-dentistas possuem treinamento e materiais adequados para o procedimento.
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