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Caneta emagrecedora brasileira chega às farmácias; veja quanto custa o Ozivy

Farmacêutica conta com plano para três meses de tratamento com dose ainda mais barata

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Caneta emagrecedora brasileira
Divulgação

A caneta emagrecedora brasileira produzida pela EMS começou a ser vendida no Brasil nesta semana. O Ozivy, medicamento à base de semaglutida sintética, análogo ao Ozempic, tem preço inicial de R$ 452, segundo a farmacêutica.

O valor é atribuído à unidade, com dosagens de 0,25 a 0,5 mg. Comprando pelo plano de tratamento para os primeiros três meses, o preço médio da dose fica mais baixo.

O pacote para 90 dias de tratamento custa R$ 863,23. Nesse caso, o valor médio da dose é de R$ 287. No quarto mês, a caneta custa R$ 498.

A EMS também propôs um pacote com duas canetas de 1 mg por R$ 896. A opção ainda não tem data para chegar às prateleiras das farmácias.

Como funciona o tratamento com Ozivy

O Ozivy é indicado para o tratamento de diabetes tipo 2 em adultos e foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no último mês. Os pacientes em tratamento também devem adotar dieta e treino. Para comprar o remédio, é necessário receita médica.

O medicamento é administrado por injeção, assim como o Ozempic, em caneta para administração semanal. É necessário armazenar o remédio na geladeira antes e depois de iniciado o tratamento, em temperaturas de 2 °C a 8 °C.

Diferença entre medicamento biológico, sintético e genérico

O Ozempic e as outras canetas emagrecedoras com semaglutida disponíveis no Brasil trazem a substância biológica. Nesse caso, o remédio contém moléculas complexas obtidas a partir de fluidos, tecidos de origem animal ou por procedimentos biotecnológicos, mediante manipulação, inserção de outro material genético (DNA recombinante) ou alteração dos genes.

Já os análogos sintéticos, como o Ozivy, são produzidos por síntese química. O processo resulta em moléculas menores e mais estáveis, que podem ser reproduzidas de forma idêntica.

O genérico é feito depois que a patente de uma substância expira e deve apresentar o mesmo princípio ativo, na mesma dose e forma de administração, além de demonstrar bioequivalência, ou seja, comporta-se no organismo da mesma forma que o medicamento de referência. O rótulo e as outras substâncias, além do princípio ativo, podem ser diferentes.

A Anvisa destaca que o Ozivy não é um genérico, pois o princípio ativo dele é sintético, enquanto o do Ozempic é biológico. “O produto é classificado como medicamento novo, sendo um análogo sintético de produto biológico”, reforça a agência.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.