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Envelhecimento do rosto: o que muda depois dos 30, 40, 50 e 60 anos

Especialista explica principais mudanças na pele do rosto ao longo da vida e causas relacionadas

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Face derretida
Magnific

O envelhecimento facial não ocorre apenas porque a pele perde sustentação. Segundo o cirurgião plástico Eduardo Sucupira, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o processo envolve diferentes camadas da face.

"A pele reduz progressivamente a produção de colágeno, elastina e ácido hialurônico. Os tecidos tornam-se menos hidratados, alguns compartimentos de gordura diminuem de volume, outros sofrem pequenas mudanças de posição e o próprio esqueleto facial passa por um lento processo de remodelação", explica o especialista.

As primeiras mudanças costumam aparecer por volta dos 30 anos. "Nessa fase, os fibroblastos, células responsáveis pela produção de colágeno, tornam-se menos ativos. A renovação celular desacelera, a pele perde parte da luminosidade e começa a reter menos água", explica Sucupira. É também quando podem surgir as primeiras linhas de expressão ao redor dos olhos, na testa e entre as sobrancelhas, além de uma discreta perda de volume nas maçãs do rosto.

Depois dos 40 anos, os sinais tendem a ficar mais evidentes. "A perda de colágeno se intensifica, a pele oferece menor sustentação e os tecidos passam a responder de forma diferente às forças mecânicas exercidas diariamente pela gravidade e pela própria movimentação facial", afirma o cirurgião plástico. Nessa fase, podem se aprofundar os sulcos ao redor do nariz e da boca, diminuir a definição da linha mandibular e surgir o início da papada. Nas mulheres, a transição para a menopausa também pode acelerar a perda de colágeno.

A partir dos 50 anos, as alterações passam a envolver de forma mais intensa a estrutura da face. "A pele torna-se mais fina, menos elástica e recupera-se com maior dificuldade. As rugas deixam de ser apenas marcas de expressão para refletir alterações permanentes da qualidade dos tecidos", explica o especialista. Segundo ele, também ocorre uma redistribuição da gordura facial: "Alguns compartimentos profundos perdem volume, especialmente nas bochechas e nas têmporas, enquanto outros podem tornar-se mais evidentes ou sofrer deslocamentos, contribuindo para bolsas, sulcos e perda dos contornos naturais do rosto".

O envelhecimento também atinge o esqueleto facial. "Maxila, mandíbula e as órbitas sofrem remodelação ao longo da vida. Como todas as estruturas superficiais dependem desse suporte ósseo, pequenas alterações profundas acabam produzindo mudanças bastante visíveis na face", destaca Sucupira.

Após os 60 anos, essas transformações se tornam mais pronunciadas. A pele apresenta menor espessura e capacidade de regeneração, enquanto a musculatura perde parte do tônus e os volumes profundos continuam a diminuir. Como consequência, a pele que sobra ao redor dos olhos, a perda de definição do pescoço e a redução do contorno da mandíbula podem ficar mais evidentes.

Apesar disso, a idade não é o único fator que determina a aparência. "A genética exerce influência importante, mas está longe de explicar tudo. A exposição solar acumulada, tabagismo, estresse oxidativo, alterações metabólicas, oscilações importantes de peso, alimentação inadequada e privação crônica de sono também aceleram esse processo", afirma o especialista.

A compreensão dessas mudanças também transformou os tratamentos de rejuvenescimento facial. "Em alguns pacientes, predomina a perda de volume; em outros, a flacidez dos tecidos ou o excesso de pele. Na maioria das vezes, todos esses fatores coexistem em maior ou menor intensidade, tornando indispensável uma avaliação individualizada", avalia Eduardo Sucupira. Para ele, o objetivo não é interromper o envelhecimento, mas preservar a identidade de cada pessoa. "No fim das contas, o melhor rejuvenescimento é aquele que não chama atenção para o procedimento, mas para a própria pessoa. A aparência muda, sem que a expressão deixe de contar a mesma história."

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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