EUA atualizam diretrizes nutricionais e reforçam consumo de proteínas

Documento orienta redução do açúcar e restringe alimentos processados e ultraprocessados

Documento orienta redução do açúcar e restringe alimentos processados e ultraprocessados

O governo dos Estados Unidos apresentou, nesta quarta-feira (7), novas diretrizes nutricionais federais que orientam a população a reduzir o consumo de açúcar e aumentar a ingestão de proteínas. O documento resgata uma versão reformulada da pirâmide alimentar e passa a nortear políticas públicas de alimentação no país.

As novas Diretrizes Alimentares foram divulgadas pela Casa Branca durante o governo de Donald Trump. Apesar da expectativa de uma reformulação profunda, muitas das recomendações já constavam em versões anteriores, como o incentivo ao consumo de frutas e vegetais e a redução do açúcar na dieta.

Ainda assim, o texto incorpora princípios defendidos pelo secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., que tem defendido uma alimentação rica em proteínas e com restrições rígidas a açúcares adicionados, alimentos processados e ultraprocessados.

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Segundo a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, as diretrizes são baseadas nas evidências científicas mais recentes sobre nutrição e doenças crônicas. Ela afirmou que o material foi elaborado de forma acessível, para atingir diferentes faixas etárias da população americana.

“São diretrizes de fácil leitura e compreensão, com informações que podem transformar vidas”, declarou Leavitt.

A principal mudança visual do documento é a adoção de uma nova pirâmide alimentar. O modelo destaca o consumo de frutas, vegetais e proteínas, enquanto limita a ingestão de grãos integrais. A nova representação substitui o gráfico MyPlate, utilizado desde 2011 nas recomendações federais.

De acordo com o governo, as mudanças também terão impacto direto em programas financiados com recursos públicos, como o vale-refeição e a merenda escolar, ao redefinir quais alimentos poderão ser adquiridos com verbas federais.

Robert F. Kennedy Jr. classificou a atualização como a maior redefinição da política nutricional federal já realizada. Segundo ele, o objetivo é reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados, carboidratos refinados e açúcares adicionados.

“Comam comida de verdade. Nada é mais importante para a saúde, a produtividade econômica, a prontidão militar e a estabilidade fiscal”, afirmou o secretário.

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Kennedy já declarou publicamente que procura consumir alimentos com no máximo três ingredientes e costuma se referir ao açúcar como “veneno”.

A versão anterior das diretrizes, atualizada em dezembro de 2020, recomendava a substituição de gorduras com alto teor de gordura saturada, como manteiga e banha, por óleos vegetais.

As Diretrizes Alimentares dos Estados Unidos são revisadas a cada cinco anos. Elas orientam a alimentação de cerca de 30 milhões de crianças atendidas por programas de alimentação escolar e influenciam milhões de pessoas por meio de políticas públicas de nutrição, além de servirem como base para recomendações de médicos e nutricionistas.

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Izabella Gomes se graduou em Jornalismo na PUC Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias de Educação e Saúde.

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