Anvisa aprova nova indicação de medicamento para prevenção do HIV-1

Tratamento é voltado a adultos e adolescentes com pelo menos 12 anos e peso mínimo de 35 kg

Eficácia do medicamento foi comprovada por estudos clínicos robustos,

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (12), uma nova indicação para o medicamento Sunlenca (lenacapavir), que agora poderá ser utilizado como profilaxia pré-exposição (PrEP) para reduzir o risco de infecção sexual pelo HIV-1.

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O tratamento é voltado a adultos e adolescentes com pelo menos 12 anos e peso mínimo de 35 kg que apresentem risco de contrair o vírus, sendo obrigatória a confirmação de um teste negativo para HIV-1 antes do início do uso.

O Sunlenca destaca-se como um antirretroviral inovador por atuar na inibição do capsídeo do vírus em múltiplas etapas, o que impede a replicação viral. O esquema terapêutico combina comprimidos orais no início do tratamento e uma injeção subcutânea aplicada apenas a cada seis meses, facilitando a adesão ao tratamento em comparação aos métodos diários.

Como parte da estratégia de prevenção combinada, a PrEP é fundamental para proteger pessoas soronegativas em situação de risco, somando-se a medidas como o uso de preservativos e a testagem regular. A relevância do lenacapavir foi reforçada em julho de 2025 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que o classificou como a melhor alternativa preventiva disponível após uma vacina.

A eficácia do medicamento foi comprovada por estudos clínicos robustos, como o PURPOSE 1, que registrou 100% de eficácia em mulheres cisgênero, e o PURPOSE 2, que demonstrou uma proteção de 96% em relação à incidência de base, superando a performance da PrEP oral convencional.

Com a aprovação regulatória, o Sunlenca se estabelece como uma ferramenta poderosa para o controle da transmissão do HIV-1, otimizando a logística dos sistemas de saúde.

Embora o registro já tenha sido concedido pela Anvisa, o medicamento ainda precisa passar pela definição de preço máximo junto à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

Além disso, a possível incorporação do fármaco ao Sistema Único de Saúde (SUS) dependerá de avaliações futuras realizadas pela Conitec e pelo Ministério da Saúde.

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